A rã mais letal do mundo cabe na palma da sua mão. E, ainda assim, é considerada uma das criaturas mais venenosas da Terra.
Estamos falando da Phyllobates terribilis, a famosa rã-flecha dourada. Seu corpo amarelo é um aviso claro de perigo para qualquer animal que tentar comê-la.
Essa é uma estratégia evolutiva que chamamos de aposematismo.
Essa rã possui uma toxina tão potente que uma dose minúscula pode matar um ser humano adulto.
Seu veneno é composto por batracotoxina, que é um alcalóide que interfere nos canais de sódio dos neurônios, causando paralisia muscular, inclusive do coração e do diafragma.
Mas aqui vem a parte mais interessante: ela não produz o próprio veneno, ela sequestra a toxina a partir da dieta.
Besouros e formigas consomem fungos que produzem esses compostos, e a rã, ao se alimentar deles, acumula a batracotoxina nas glândulas da sua pele.
Mas se ela se alimenta de bichos que consumiram esse composto, como ela não se auto envenena?
Biologicamente falando, cientistas descobriram que essas rãs conseguem alterar os receptores de seus neurônios por uma simples substituição de aminoácido, o que impede que a toxina se ligue corretamente, e além disso, elas possuem mutações genéticas que as tornam imunes ao próprio veneno.
E o mais interessante é que por milhares de anos, povos indígenas usaram essa toxina para caçar, passando a substância na ponta das flechas, e é daí que vem o nome “rã-flecha”
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E agora você deve estar pensando: “nossa, ela não deve ter nenhum predador já que é a mais letal do mundo!”
Mas, para a tristeza dessa rã, uma serpente chamada Erythrolamprus epinephelus evoluiu e se tornou resistente à batracotoxina, e é até hoje, a única predadora conhecida dela.
Ou seja: mesmo a criatura mais venenosa do planeta pode ser devorada…a biologia é incrível!!! Você já conhecia essa pequenina mortal?
