Imagina você saber que tem uma barata no ambiente antes de todo mundo? E o pior, sem ter visto ela ainda? É assim que pessoas com o gene sem mutação TAAR5, localizado no cromossomo 6, se sentem.
Essas pessoas, inclusive, descrevem o cheiro como oleoso, rançoso, de peixe podre, mofo seco e por aí vai.
Se você é uma dessas pessoas, eu sinto muitíssimo! E se você não é…vamos entender direito essa história.
As baratas liberam diversas substâncias para se comunicar, avisando sobre a presença de comida, encontrando parceiros para acasalar e também alertando sobre perigos. Esse odor possui uma substância química chamada trimetilamina (TMA), e é aqui que está o segredo!
O ser humano possui o gene TAAR5, que por sua vez codifica um receptor olfativo, capaz de reconhecer e processar os sinais químicos da TMA.
Em outras palavras, algumas pessoas têm um “sensor de odor” no nariz, feito por um pedacinho do DNA, que ajuda a perceber o cheirinho (horrendo) que as baratas soltam para se comunicar.
Mas quando há uma mutação nesse gene, isto significa, uma alteração que modifica as instruções genéticas para a produção de certas proteínas, a capacidade de detectar esse odor é drasticamente reduzida ou eliminada completamente. Então essas pessoas não sentem e nem fazem ideia de qual seja o cheiro de uma barata!
Seria isso positivo por não saber se há uma barata no ambiente? Ou negativo por que assim precisa esperar que ela apareça? A resposta eu deixo com vocês!
Além disso, você sabia que a genética também determina nossa sensibilidade a sabores? O gene TAS2R38 codifica um receptor de sabor amargo na língua e variações desse gene fazem com que algumas pessoas não percebam alguns tipos de gosto amargo.
Por isso algumas pessoas gostam do sabor da rúcula, agrião, água tônica, café e por aí vai…A genética é incrível, não é?
