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NA AVENIDA PAULISTA

Tabata critica ida de Nunes a ato de Bolsonaro: 'Envergonha o legado de Bruno Covas'

'Nunes demonstra topar qualquer negócio para se manter no poder e envergonha o legado de Bruno Covas', disse a parlamentar

Bruno Hoffmann

Publicado em 26/02/2024 às 09:54

Atualizado em 29/02/2024 às 13:08

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O prefeito Ricardo Nunes, à esquerda, durante ato promovido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em São Paulo / Divulgação

Pré-candidata à Prefeitura de São Paulo, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) criticou a participação do prefeito Ricardo Nunes (MDB-SP) no ato promovido por Jair Bolsonaro (PL) neste domingo, na avenida Paulista. O ex-presidente reuniu milhares de apoiadores na Capital para se defender publicamente das acusações de participar de tramas antidemocráticas antes e depois das eleições de 2022, quando perdeu o pleito para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Todos têm o direito de convocar e realizar manifestações”, iniciou Tabata. “Mas não podemos nos esquecer que aqueles que convocaram a manifestação de hoje fizeram isso porque estão sendo investigados por atentar contra a democracia. Ou seja, estão apostando mais uma vez na polarização para tentar salvar a própria pele. Enquanto isso, nosso povo segue dividido e sem esperança de mudanças reais”, continuou ela, pelas redes sociais.

Em relação a Nunes, a parlamentar disse que o prefeito se apequenou ao apoiar o ato. “É vergonhoso ver o prefeito da maior cidade brasileira apequenar o cargo que ocupa e a cidade que deveria liderar com sua participação. Novamente, Nunes demonstra topar qualquer negócio para se manter no poder e envergonha o legado de Bruno Covas”, completou.

Nunes, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), recebeu o ex-presidente no Palácio dos Bandeirantes, pela manhã, e depois seguiram para a avenida Paulista. Ele também subiu no caminhão de som, mas não discursou.

O emedebista buscou nos últimos meses o apoio de Bolsonaro para a sua campanha, com a pretensão de fortalecer sua chapa e evitar que Bolsonaro apoiasse outro nome – como o do deputado federal Ricardo Salles (PL), por exemplo. A leitura é de que isso dividiria a direita na Capital e enfraqueceria a sua pretensão de vencer as eleições.

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Pelo acordo firmado entre ambos, com ajuda de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, Bolsonaro tem a prerrogativa de indicar o nome a vice de Nunes em troca do apoio. O ex-prefeito, porém, não está contente com o nome proposto, o do coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo Ricardo Mello Araújo, ex-comandante da Rota.

Segundo fontes ouvidas pela coluna, Nunes topou ir ao ato promovido por Bolsonaro neste domingo para ter argumentos mais para frente para propor outro político para compor a chapa eleitoral.

Na última semana, o Avante e o Agir oficializaram o apoio à reeleição de Nunes. Com isso, o atual prefeito de São Paulo passa a ter oito partidos em sua aliança: MDB, PL, PP, Solidariedade, Republicanos, PSD, Agir e Avante. Há ainda a expectativa da adesão formal do Podemos, do União Brasil e da federação PSDB-Cidadania.

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