Erie: o lugar onde a viagem nos pediu para parar

A caminho de Cleveland, eu e o Ro descobrimos Erie, na Pensilvânia; acompanhe a viagem por praias de água doce, faróis e dicas no Lago Erie

Tem passeios ao ar livre, restaurantes à beira da água e uma história ligada ao lago que lhe deu o nome. Erie foi fundada em 1795 e recebeu seu nome dos povos indígenas que viviam naquela região. Foto: Arquivo Pessoal

A caminho de Cleveland, eu e o Ro descobrimos Erie, na Pensilvânia. É uma cidade charmosa, daquelas que convidam a diminuir a velocidade. Tem passeios ao ar livre, restaurantes à beira da água e uma história ligada ao lago que lhe deu o nome. Erie foi fundada em 1795 e recebeu seu nome dos povos indígenas que viviam naquela região.

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A gastronomia também conta um pouco dessa história. O peixe do lago aparece nos cardápios, ao lado de uma curiosidade bem local: as pepperoni balls, bolinhos de massa recheados com pepperoni. E, na orla, fica a Bicentennial Tower. Lá de cima, a vista alcança a cidade, a baía e a imensidão do Lago Erie. É um daqueles momentos em que a gente entende o lugar antes mesmo de terminar o passeio.

Mas a experiência que mais me marcou estava alguns quilômetros adiante, na península de Presque Isle. O nome, em francês, quer dizer “quase uma ilha”. Ela se curva sobre o lago, protege a baía e abriga praias, trilhas e diferentes ambientes naturais. É também um ponto de descanso para aves migratórias e um lugar de grande riqueza de espécies raras. Ali, olhando as árvores, as flores e os pássaros, tive aquela sensação boa de estar diante de algo muito maior do que nós.

Eu e o Ro seguíamos sem pressa quando vimos um farol e resolvemos parar o carro. Era o Presque Isle Lighthouse, que ajuda a orientar embarcações desde 1873. Fomos caminhando e, de repente, encontramos uma praia. Uma praia de água doce, às margens do Lago Erie — um dos Grandes Lagos da América do Norte.

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De frente para aquela água toda, era fácil esquecer que estávamos diante de um lago.

Ficamos ali por um tempo, sem sentir necessidade de fazer mais nada. O farol atrás de nós, a areia sob os pés, o vento e aquela vista que parecia não ter fim. Eu olhava para o Ro e pensava em quantas coisas bonitas teríamos perdido se não tivéssemos seguido a vontade de parar.

Talvez seja isso que eu mais ame nas nossas viagens: os lugares que encontramos juntos quando deixamos espaço para o inesperado. Erie estava no nosso caminho. Presque Isle ficou no meu coração.