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Revolução Sorocabana

A Vila de Porto Feliz na Revolução Liberal de 1842

As tropas comandadas por Marechal Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, invadiram a Vila para prender os porto-felicenses que participavam da Revolução

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Marechal Luís Alves de Lima e Silva O Duque de Caxias -, no ano de 1842. / Domínio Público

A foto que ilustra esta postagem mostra o Marechal Luís Alves de Lima e Silva – O Duque de Caxias -, no ano de 1842, quando as tropas sob o seu comando invadiram a Vila de Porto Feliz, para prender os porto-felicenses que participavam da Revolução Liberal, também conhecida como “Revolução Sorocabana”.

Com a abdicação do Imperador D. Pedro I ocorrida no dia 07 de abril de 1831, o Brasil viveu uma fase anárquica e turbulenta marcada por motins, revoltas e revoluções, que só tiveram fim 14 (quatorze) anos mais tarde com a pacificação da Revolução pelo Marechal Luís Alves de Lima e Silva – o Duque de Caxias. Nem a maioridade de D. Pedro II em 1840, conseguiu reunificar a família brasileira, agitada por um sonho de Federação e República, estimulado pelo Ato Adicional de 21 de agosto de 1834, que deu maior autonomia às Províncias e fez do Brasil uma monarquia federativa.

Na época o Exército foi colocado em segundo plano, passando-se a dar mais valor à Guarda Nacional e às Polícias Militares, então criadas. Em 1842 disputas acirradas entre conservadores e liberais ocorridas em Minas Gerais, nas cidades de Ouro Preto, Barbacena, São João Del Rei e outras, atingiram altíssima temperatura, bem como em São Paulo, nas cidades de Sorocaba, Itu, Porto Feliz, Capivari, entre outras.

Em São Paulo o pretexto foi a substituição do Presidente da Província, Raphael Tobias de Aguiar; a manutenção do Comandante-das-Armas e o adiamento da abertura das Câmaras Legislativas. Por conta disso em 17 de maio de 1842 a revolução eclodiu na cidade de Sorocaba, transformada na capital da Província, cuja Câmara proclamou Raphael Tobias de Aguiar e o então Ex-Regente do Império Padre Diogo Antônio Feijó, respectivamente, como presidente e vice-presidente interinos de São Paulo. Naquele tempo o Regente Feijó, que havia sido iniciado na Maçonaria pela Loja Intelligência no ano de 1832, convocou os seus irmãos maçons da Vila de Porto Feliz, para que lutassem ao seu lado e do Brigadeiro Tobias de Aguiar.

Foi assim que os maçons porto-felicenses José Rodrigues Leite, Luiz Antônio da Fonseca e Tristão de Abreu Rangel abraçaram a causa revolucionária e defenderam os ideais sustentados pelo Regente Feijó e pelo Brigadeiro Raphael Tobias de Aguiar. José Rodrigues Leite era Sargento-Mor e Comandante do Esquadrão de Cavalaria Destacado no Ipanema; Luiz Antônio da Fonseca e Tristão de Abreu Rangel ocupavam postos no Grupamento Porto-Felicense da Guarda Nacional.

A história registra que a Revolução Liberal de 1842 foi debelada pelas tropas comandadas pelo Duque de Caxias, que prenderam Feijó e Tobias bem como invadiram a Vila de Porto Feliz no dia 21 de junho de 1842, para prender os nossos revolucionários. Presos pelo Duque de Caxias, os maçons porto-felicenses José Rodrigues Leite, Luiz Antônio da Fonseca e Tristão de Abreu Rangel foram acusados de crime de guerra e absolvidos pelo Tribunal do Júri na cidade de São Paulo, cujo julgamento ocorreu no dia 01 de abril de 1843.

A absolvição foi decretada por sentença do Juiz de Direito Dr. Carlos Antônio de Bulhões Ribeiro, tendo atuado na acusação o Promotor Público Dr. Francisco José de Lima. Ressalte-se que, ao serem presos, os maçons porto-felicenses tiveram as suas casas invadidas e os seus bens confiscados, fatos que motivaram grande revolta da população local que apoiava os líderes da Revolução Liberal. Observe-se, portanto, que a Vila de Porto Feliz teve participação ativa na Revolução Liberal de 1842, e que são fraternais, estreitos e históricos os laços políticos que unem os Municípios de Porto Feliz e Sorocaba! Salve Terra das Monções / Tua gente varonil / Honrará tuas tradições / E a grandeza do Brasil! 

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