Plano Estadual de Bioeconomia beneficia mais de 400 mil famílias no Pará

Política pioneira do governo do Estado impulsiona cadeias produtivas sustentáveis, gera renda e inspira modelo nacional que será apresentado na COP30

Plano estadual de bioeconomia beneficia mais de 400 famílias no Pará

Plano estadual de bioeconomia beneficia mais de 400 famílias no Pará | Marcelo Lelis/Ag. Pará

Por Matheus Herbert 

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Pioneiro na elaboração de uma iniciativa que prevê soluções baseadas na natureza para transformar a economia, o governo do Pará já beneficiou mais de 2,3 mil negócios por meio do Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio), lançado há três anos.

Cerca de R$ 9 bilhões foram movimentados em 13 cadeias produtivas, o que representa 3,8% do PIB do Estado. As ações do plano já impactaram mais de 400 mil famílias em todas as regiões do Pará, com investimentos que chegam a quase R$ 1 bilhão.

“O PlanBio do Pará se consolidou como uma das principais políticas públicas de transição para um novo modelo de desenvolvimento na Amazônia, que mobiliza a comunidade em torno de um só propósito: gerar valor a partir da floresta em pé. Temos cadeias produtivas sendo fortalecidas, novos arranjos de negócios sustentáveis surgindo e um Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia que impulsiona e tem a missão de dar escala a tudo isso. O Pará é capaz de liderar um novo paradigma econômico, que alia conservação ambiental, inclusão social e crescimento com responsabilidade”, ressalta a secretária adjunta de Bioeconomia da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), Camille Bemerguy.

O PlanBio do Pará serviu de base e inspiração para a criação do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia, que será lançado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). A política de incentivos fiscais para bionegócios é uma das estratégias do governo para estimular o desenvolvimento da bioeconomia paraense, a partir da geração de empregos verdes, melhoria de renda e fortalecimento de uma economia mais sustentável e inclusiva.

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Negócios que transformam: A empreendedora Juliana Monteiro, fundadora da JuCarepa, é uma das beneficiadas pelo PlanBio. A empresa trabalha com insumos da sociobioeconomia, especialmente o cumaru, e atua junto a extrativistas e agricultores familiares na transformação da semente do fruto em ingrediente para a indústria alimentícia, por meio de biotecnologia. O cumaru é transformado em pó, extrato e geleia, utilizados por indústrias de bebidas, chocolates, sorvetes, chás e também pelo consumidor final.

“O PlanBio é completamente inovador porque busca fortalecer a manutenção da floresta em pé e a nossa sociodiversidade, focando também nos negócios. A criação do Parque de Bioeconomia, por exemplo, é impactante. A partir do momento em que pequenas e médias empresas têm acesso a maquinários que normalmente não teriam, isso já é um salto muito grande, pois o grande paradigma da Amazônia é a verticalização da produção aqui mesmo no território, e o Parque é um grande incentivo para isso”, destaca Juliana.

Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia: Em outubro, o governo do Estado entregou o mais diversificado complexo de desenvolvimento tecnológico em modelo de produção florestal do mundo: o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia.

Instalado nos Armazéns 5 e 6 do antigo porto de Belém, no Complexo Porto Futuro, o espaço nasce como o maior polo do segmento na América Latina e o único parque tecnológico do planeta que utiliza o potencial da floresta para atender comunidades tradicionais e startups do setor.

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Rotas e vitrines sustentáveis: Em parceria com a Associação dos Negócios da Sociobioeconomia da Amazônia (Assobio), a Semas realizou, em outubro, o evento Vitrine da Bioeconomia, que marcou o lançamento de duas iniciativas voltadas à valorização dos produtos e negócios sustentáveis da região: a Rota da Bioeconomia e a própria Vitrine da Bioeconomia.

As ações integram um conjunto de 11 rotas temáticas previstas até o fim do próximo ano, com potencial para gerar mais de 200 mil visitações anuais e ampliar o alcance dos negócios sustentáveis do Pará.

Gestão e transparência: Para garantir a efetividade das ações, o governo do Estado desenvolveu uma plataforma que integra dados de 18 secretarias executoras de iniciativas ligadas ao PlanBio.

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Mensalmente, os órgãos inserem informações atualizadas sobre suas ações, incluindo volume de recursos aplicados, número de pessoas atendidas e projetos apoiados. O sistema fortalece a gestão, amplia a transparência e consolida um instrumento estratégico de monitoramento e avaliação contínua da política pública.