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Saúde animal

Doutorando da Federal de MG faz descoberta inédita sobre infecção uterina em cães

Patologia uterina comum, a piometra acomete cadelas não castradas com níveis perigosos de estrógeno e progesterona no organismo

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Piometra em cães / Divulgação

O doutorando da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, Rafael Gariglio Clark Xavier, fez duas descobertas inéditas sobre a piometra, infecção uterina em cães. Patologia uterina comum, acomete cadelas não castradas, em média a partir dos 5 anos de idade, cujo risco aumenta com os níveis de estrógeno e progesterona no organismo.

É o resultado de processo inflamatório do útero causado pelo acúmulo de secreção purulenta, cuja origem provém de hiperplasia endometrial cística, associada a uma infecção bacteriana. Existem dois tipos da doença: aberta e fechada.

No primeiro tipo é possível observar a presença de secreção vaginal com pus, o que não ocorre no segundo tipo, tornando difícil reconhecer. Sinais como falta de apetite, fraqueza, dor, aumento de volume abdominal, febre, aumento no consumo de água, ocorrem. É potencialmente fatal e afeta uma em cada quatro cadelas.

O estudo demonstrou, pela primeira vez no mundo, que as bactérias causadoras da doença podem também ter origem na microbiota oral e serem transmitidas entre os animais. “Ao longo de dois anos, avaliaram as bactérias presentes no útero de 70 cadelas acometidas por piometra e encontraram, em sua maioria, bactérias que ascenderam do intestino do animal para o útero, causando a infecção".

Continua: “Ao comparar as bactérias isoladas do útero das duas cadelas, por sequenciamento do genoma, percebemos que se tratavam de clones, ou seja, a infecção em ambas foi causada pela mesma bactéria que teve origem única. Uma delas era colonizada pelo mesmo clone de Escherichia coli que causou infecção em ambas, já na outra, esse clone não foi encontrado no intestino, confirmando, pela primeira vez na literatura, a transmissão de piometra entre duas cadelas” .

Para quem possui grande número de fêmeas, recomenda-se ficarem isoladas, reduzindo a chance de transmissão. O uso de anticoncepcional para cadelas aumentam as chances de ocorrência de piometra. 

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