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Esporotricose felina

Zoonose: Esporotricose felina pode ser transmitida para humanos

Micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix SP se tornou um problema de saúde pública porque ocorre em forma de surtos endêmicos

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Gato / Wagner Ávila

A esporotricose em gatos é micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix SP. É uma zoonose: acomete animais e se transmite aos humanos.

Na atualidade é um problema de saúde pública porque ocorre em forma de surtos endêmicos. Era considerada doença ocupacional, associada a atividades de agricultura e floricultura (doença do jardineiro), já que a infecção era causada a partir do contato com solo e plantas contaminados. É transmitida pelo contato do machucado com materiais contaminados (espinhos e farpas) e diretamente pelo gato doente através de mordida e arranhões.

Os primeiros sintomas são área avermelhada e com pus, que cresce e se abre em forma de feridas que não cicatrizam, mesmo tratadas, causando nódulos firmes, de 1 a 3 cm, embaixo da pele. É a esporotricose cutânea, primeira fase da doença.

Depois evolui para lesões ulceradas, secreção no nariz, orelhas e face, comprometendo o sistema linfático. É a esporotricose linfocutânea. No último estágio da doença, mais grave, a infecção se espalha pelo organismo e afeta pulmões, fígado, ossos e articulações, havendo febre, falta de apetite, apatia, sendo a esporotricose disseminada.

O tratamento é demorado, sendo feito com antifúngicos orais e antibióticos. Não há vacina. Quanto mais rápido for diagnosticada, melhor o tratamento.

Como qualquer fungo, a prevenção é o ideal: higiene com animais, ambientes e humanos, evitar que os gatos saiam de casa sem supervisão ou que entrem em contato com animais contaminados. A castração é forma eficaz de impedir a transmissão da doença, porque gatos castrados não se deslocam grandes distâncias, não se acasalam, nem entram em brigas.

Melhor forma de se evitar propagação da doença: comprometimento dos proprietários com o tratamento até o fim, mesmo com melhora dos sintomas, para garantir a interrupção do ciclo de transmissão. O acompanhamento deve ser feito por um médico-veterinário. Em caso de morte, contatar órgão responsável para recolhimento do corpo.
 
 

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