A valiosa contribuição da iniciativa privada nas buscas por desaparecidos

Embora não saibam, há muitas formas de contribuir, desde se solidarizando ao participar de atos e eventos públicos promovidos pelas associações e familiares

No Brasil já tivemos até novelas abordando o tema, ainda que lateralmente à trama principal, em mais de uma ocasião

No Brasil já tivemos até novelas abordando o tema, ainda que lateralmente à trama principal, em mais de uma ocasião | Divulgação/Governo do Estado

Muitas pessoas – ao tomarem conhecimento da problemática enfrentada pelos familiares que buscam pessoas desaparecidas – perguntam como podem ajudar, o quê podem fazer de concreto para contribuir de algum modo.

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Embora não saibam, há muitas formas de contribuir, desde se solidarizando ao participar de atos e eventos públicos promovidos pelas associações e familiares (assim como protestamos contra aumentos de preços, mortes violentas, abusos contra mulheres e crianças), até mesmo ampliando a divulgação, por meio de suas redes sociais pessoais (mesmo que privadas, a pessoa está divulgando entre seus familiares e amigos seguidores), de seus negócios ou ainda permitindo que um familiar coloque um cartaz em seu pequeno comércio de bairro.

No Brasil já tivemos até novelas abordando o tema, ainda que lateralmente à trama principal, em mais de uma ocasião. E enquanto os folhetins estavam no ar, a audiência contribuiu em muito para a conscientização do problema e sua divulgação.

No entanto, quando a novela termina e outra começa, o tema anterior é esquecido com igual rapidez com que se troca de canal.

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Há iniciativas, contudo, que possuem um alcance maior e, de igual modo, resultados mais efetivos. Mais recentemente temos o caso da empresa de laticínios Piracanjuba, que passou a imprimir em suas caixas de leite imagens de pessoas desaparecidas, incluindo a projeção de alterações no tempo feita por IA. 

Iniciativa similar vem sendo empregada há anos nos Estados Unidos, inclusive com casos concretos de localização, como p.ex., o de uma jovem que, ao ver a foto de uma criança na caixa de leite, se reconheceu, e descobriu que fora sequestrada e criada pelos próprios sequestradores (!); um caso com final positivo, mas com enorme carga traumática para a própria vítima, ainda que tenha por consolo saber que seus pais verdadeiros nunca desistiram de encontrá-la. 

Iniciativas como essa, além de proporcionar um retorno midiático e promocional para a marca, sem dúvida alguma devem ser aplaudidas e estimuladas, pois seu alcance, de amplitude em todo o território nacional, pode solucionar casos de buscas que perduram até por décadas.