Cleitinho coloca futuro político de Eduardo Cunha em risco em MG

Disputa pelo Governo de Minas Gerais envolve Cleitinho e Eduardo Cunha em uma articulação que pode mudar os rumos das eleições de 2026

Disputa eleitoral em Minas Gerais, 2º maior colégio eleitoral do País, tem um elemento que passa desapercebido da grande massa de eleitores.

Cleitinho e Cunha

A disputa eleitoral em Minas Gerais, 2º maior colégio eleitoral do País, tem um elemento que passa desapercebido da grande massa de eleitores. Por trás da possível candidatura de Marcelo Aro ( PP) ao Palácio da Liberdade está a garantia da eleição do ex-deputado federal Eduardo Cunha, hoje no Republicados.

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O carioca ex-presidente da Câmara migrou seu título para MG e quer se eleger federal, agora pelas alterosas, e tem o PP como aliado. Ocorre que, se o Republicanos voltar atrás e indicar o senador Cleitinho ao Governo, a candidatura de Cunha deverá subir no telhado, porque é pulo de dez que Cleitinho irá abandoná-lo no 1º questionamento sobre a legitimidade de um carioca buscar um mandato em Minas.

Paralelo a esse cenário, Cunha está nas mãos de Cleitinho e de seu irmão, Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis. Cunha aposta na candidatura a federal de Gleidson como um puxador de votos para eleger mais federais, incluindo o próprio ex-deputado. Gleidson é aposta de Cleitinho para ser o mais votado em Minas.

Mas se o potencial candidato ao Governo rifar Cunha, como se espera do cenário vindouro, nem Gleidson ajudará (vai é tomar votos do carioca).  

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Resta saber se o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, tem condições de garantir que Cleitinho cumpra o acordo em não detonar seu mais novo correligionário. Cleitinho, líder isolado nas pesquisas, peitou o partido e agora quer ser candidato ao Governo. As outras candidaturas só aguardam o anúncio de Cleitinho para abrir a artilharia.

Os vices

Com a derrocada do nome da senadora Tereza Cristina, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) pode aparecer até sexta-feira com uma mulher ou um homem como vice na chapa.

Ela, Damares Alves (DF), “terrivelmente evangélica”. Ele, o astronauta Marcos Pontes (SP). Ambos são fiéis ao pai ex-presidente, senadores bem votados e filiados ao Republicanos, legenda que pode fazer a diferença na corrida nacional.

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R$ 3.025.630,15

Este é o valor que a banca Gabino Kruschewski, do procurador baiano e advogado Eugênio Kruschewski recebeu de Daniel Vorcaro do Banco Master apenas num repasse. Mais de R$ 3 milhões. Isso está no inquérito da PF no caso Jaques Wagner, cujo sigilo foi derrubado pelo STF.

Eugênio é o advogado do Master. Ele alega que o valor “corresponde ao pagamento regular de honorários advocatícios pela prestação de serviços jurídicos, devidamente contratados e formalizados”.

Cine $obre Roda$

A servidora Joelma de Oliveira Gonzaga, do Ministério da Cultura, é a responsável por assinar liberação de R$ 6 milhões – sem contrapartida financeira e sem chamamento público – para o “Cultura sobre rodas” ao Instituto Nacional de Políticas Públicas, entidade tocada por um ex-vendedor de Açaí.

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O dono do INPP, Hugo Dleon Nunes Batista, ainda não respondeu a Coluna como será issoem 14 cidades do Rio de Janeiro.

Xow do Zucco

Tenente-Coronel do Exército e ex-segurança da presidente Dilma, Luciano Zucco (PL) sonhava ser… paquito da Xuxa na sua adolescência, contam fontes próximas.

O deputado federal do PL, há anos bolsonarista verde-oliva, pode levar o Governo do Rio Grande do Sul. Sua maior rival, empatada nas pesquisas, é Juliana Brizola, que carrega o peso do sobrenome do avô. Zucco e Juliana construíram trajetórias sem padrinhos.

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Rifadaço

O senador Jayme Campos (União), dos mais veteranos e conhecidos na política do Centro-Oeste, não será candidato ao Governo de Mato Grosso.

O ex-governador Mauro Mendes (União) “patrolou” Campos na convenção do partido e firmou apoio a Otaviano Pivetta (Rep) para candidato a governador. Jayme esperava a ajuda oficial do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, e foi rifado.