Derrota de Flávio Bolsonaro deixa em dúvida futuro das empresas de apostas esportivas no Brasil

Segmento tem um estudo muito completo de como a ilegalidade voltou a prejudicar os apostadores, como falta de acompanhamento de ludopatas em parceria com o SUS

Sites de apostas foram proibidos de operar no Brasil / David Geghamyan/Pexels

E as .bet?

As empresas .bet tinham esperança na vitória de Flávio Bolsonaro para que o setor retomasse suas operações legais na 1ª quinzena de janeiro, por decreto presidencial.

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O segmento tem um estudo muito completo de como a ilegalidade voltou a prejudicar os apostadores, como falta de acompanhamento de ludopatas em parceria com o SUS, e o efeito direto nos negócios – pelo menos 85 empresas pagaram R$ 30 milhões de concessão à Fazenda e não terão reembolso.

As plataformas de apostas já pagaram R$ 11 bilhões ao Tesouro em impostos até setembro, e a previsão era chegar a R$ 15 bilhões na arrecadação para o Governo até dezembro. Um cenário preocupante é que desde o decreto de Lula da Silva proibindo essas .bet, as empresas já demitiram cerca de quatro mil profissionais no Brasil.

PEC que caiu

Para quem não interpretou a PEC do fim da reeleição, que Flávio Bolsonaro queria submeter ao Congresso Nacional caso vencesse a eleição: proposta de mandato de cinco ou seis anos, e a ideia era indultar o pai e revezar com ele as eleições, na tentativa de um projeto de longo prazo da direita no Poder. Tudo dentro da lei, óbvio.

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Pacificação

Há uma proposta em andamento entre portas no Judiciário para uma reunião das cúpulas do STF, STJ e TSE a fim de pacificar o País e não abrir caminho para questionamento do resultado das eleições, apesar da lambança que Edson Fachin e Cristiano Zanin fizeram com as decisões de prorrogar os horários de votação até 19h.

Agenda do lobby

O Instituto de Relações Governamentais enviou carta ao presidente Lula da Silva com propostas para os programas de Governo do próximo mandato. O documento defende que a regulamentação das relações governamentais e da representação de interesses no Brasil seja incorporada à agenda institucional, com base nos princípios de transparência, integridade, pluralidade e participação democrática.

IA nos imóveis

Pesquisa da Loft, realizada pela Offerwise, mostra que 85% dos moradores de Brasília usam ou usariam IA na compra, venda ou aluguel de imóveis. Comparar preços (38%) e pesquisar bairros (37%) estão entre as buscas. A tecnologia, porém, ainda é menos percebida na comunicação do setor imobiliário do que no cotidiano: 33% notam seu uso frequente por corretores e imobiliárias, ante 49% no trabalho e nos estudos.

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Ponto Final

“O Brasil é o País do coitadinho, dos direitos sem obrigação e da impunidade”, disse o investidor Beto Sicupira, em palestra anos atrás, mas tão pertinente para o momento atual.