Na tarde deste domingo (5/7), a Seleção Brasileira consagrou o goleiro norueguês Nyland. Na frente do gol, o Brasil não cansou de errar. O time teve um pênalti no primeiro tempo e uma chance cara a cara com o goleiro no segundo. Guimarães e Endrick falharam. E como Haaland é norueguês e não brasileiro, ele fez o que o Brasil não foi capaz de ser: letal.
Na primeira etapa, o Brasil, mais uma vez, começou nervoso. Com uma defesa organizada, entretanto, pouco sofreu.
Em jogo eliminatório não se pode errar, e Bruno Guimarães bateu o pênalti de maneira muito ruim. O goleiro da Noruega, que não começou a Copa como um dos grandes da posição, se consagrou.
Com a bola, o Brasil até tentava toques infiltrados pelo meio, buscou acionar Vini Jr. e teve chances além do pênalti perdido. Contudo, faltou o capricho final.
Na segunda etapa, começou bem, mas murchou com um gol sofrido e viu o sonho do hexa ser adiado, mais uma vez. E mesmo assim, a CBF achou uma boa renovar com Ancelotti antes mesmo do Mundial de 2026.
Tão pedido, Endrick mostrou vontade, mas errou. Finalizou mal e tocou menos a bola do que deveria. E além de tudo, faltou repertório. A Seleção abusou de cruzamentos contra o time mais alto da Copa e não marcou uma vez sequer.
Haaland teve duas chances e marcou as duas vezes. Mais uma vez o Brasil se mostra incapaz de vencer um europeu em mata-mata de Copa, como foi nos últimos 24 anos.
Ancelotti também foi mal. Deixou Danilo na lateral, trocou no meio e piorou o time. Por fim, a parada para a hidratação enterrou o Brasil. Se na primeira parte da etapa complementar os gols (no plural) pareciam questão de tempo, após a parada a equipe não existiu mais e a Noruega colocou o Brasil no chão. No mata-mata, a Noruega matou, enquanto o Brasil só soube atacar, mas não achou um nocaute.
Neymar foi bem, mas em poucos minutos. Assim se encerra de maneira melancólica, mais uma vez, a jornada do Camisa 10, que merecia muito mais.
