Brasil termina a Copa do Mundo mal e recomeça ainda pior

Insistindo na formação 4-2-4 que já não dá mais certo há décadas, o Brasil apresenta um meio-campo vazio, sem nenhuma organização e jogadas de efeito

Ancelotti pela Seleção Brasileira

Antes mesmo do vexame contra a Noruega o Ancelotti já renovou e tem contrato até 2030/Rafael Ribeiro/CBF

A Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti segue decepcionando. Repetindo os mesmos erros e a mesma falta de repertório e criatividade que os treinadores anteriores, a Canarinho apenas melhorou um pouco o sistema defensivo desde a chegada do italiano (exceto contra a Noruega).

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Após uma atuação totalmente apática contra a Noruega, o mínimo esperado era a entrada de uma atuação digna no começo do novo ciclo. Contudo, isso não aconteceu. Insistindo na formação 4-2-4 que já não dá mais certo há décadas, o Brasil apresenta um meio-campo vazio, sem nenhuma organização e jogadas de efeito. Raphinha e Vini Jr. voltam a decepcionar com a camisa do selecionado nacional, e são poucos os que estiveram em campo que se salvam das críticas.

Ancelotti não mostra repertório para a Seleção Brasileira

No fim das contas, a resposta era óbvia: a culpa não era só do treinador. Parecendo caminhar para o fim da carreira, satisfeito (e com razão) com sua trajetória, Ancelotti pouco parece se importar com as atuações ruins e apenas deixa a Seleção jogar igual em todos os jogos.

Com gol de Rayan literalmente no último lance do jogo, a pentacampeã ao menos evitou a segunda derrota para a Austrália na história. E, mesmo se tratando de um amistoso, todos que entraram em campo mesclaram um misto que causou contraste em campo: ou estavam nervosos e errando demais, ou estavam sumidos e não chamavam a responsabilidade.

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Desde Neymar Jr., nenhum jogador jamais deu sinais de que poderia abraçar a Seleção tão bem quanto ele. A atuação menos pior talvez tenha sido a de Estêvão, que ao menos buscava jogadas diferentes.

Soberba e perda de brilho

Os jogadores repetem os discursos de sucesso do passado se esquecendo de que não foram eles (do elenco atual) que ajudaram em nenhuma das cinco estrelas sequer. Mas, ainda assim, o discurso que fica é de que “é o Brasil”, mesmo que a seleção de hoje já esteja longe de assustar boa parte dos adversários. Agora, aparentemente, nem a Austrália se assusta mais.

Resta aguardar terça (29/9), quando, por algum motivo totalmente ruim, o Brasil terá a chance de revanche e jogará novamente contra a poderosa seleção australiana. Todavia, fiquem tranquilos, torcedores: antes mesmo do vexame contra a Noruega o Ancelotti já renovou e tem contrato até 2030. Bem, parece que nada melhorou depois da Copa de 2014.