Se ‘proibir não é proteger’, ser favorito não é ganhar: após se preocupar mais com quem enfrentaria na final, Flamengo esqueceu de se classificar para ela

Diretoria do Flamengo colhe agora um erro praticado no início deste ano, na demissão injusta de seu treinador brasileiro

Lucas Paquetá lamentando

Contratação mais cara do Brasil, Lucas Paquetá foi responsável por erros cruciais na Supercopa e Libertadores/Reprodução

Não é uma grande semana para se chamar Leonardo Jardim pelos arredores do Maracanã. Depois do goleiro vascaíno falhar (mais uma vez) em um jogo decisivo, foi a vez do técnico homônimo, que comanda o Flamengo, também passar vexame no Maracanã.

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Para completar a maré negativa para os cariocas, o Fluminense foi eliminado nos pênaltis, após quase eliminar o Palmeiras em pleno Nubank Parque.

A diferença fica que o Fluminense não era favorito em seu confronto e que o Vasco da Gama se colocou na vantagem na ida, mas não era mais forte que seu rival. Já o Flamengo parecia já com a convicção de estar na decisão, precisando de uma vitória simples com o Maracanã lotado.

Demissão injusta e posicionamento polêmico

O atual campeão do Brasileirão e da Libertadores demitiu o treinador Filipe Luís após um começo de ano aquém do esperado, contratou Leonardo Jardim e agora foca suas chances de taça apenas na liga nacional. Na Copa do Brasil, caiu para o Vitória, que briga contra o rebaixamento.

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Além disso, outro detalhe “cômico” ajudou a deixar o vexame ainda maior. A equipe que se orgulha de ser a mais rica e preparada financeiramente para investimentos e contratações estampava em sua camisa os dizeres “proibir não é proteger”, tendo inclusive agido como um “rival do governo” pela decisão do fim das casas de aposta.

Ironicamente, o Flamengo foi eliminado nos pênaltis com dois jogadores que foram investigados por supostamente tomarem cartões amarelos de propósito: Lucas Paquetá (absolvido após uma longa investigação) e Bruno Henrique (absolvido no STJD e com investigação ainda aberta na Justiça Comum). Jorginho, principal cobrador da equipe, também desperdiçou.

Aparentemente, o clube que tem tanto dinheiro e se orgulha de poder pagar 42 milhões de euros fixos (aproximadamente R$ 260 milhões a R$ 263 milhões) por Lucas Paquetá, responsável por erros cruciais na Supercopa e Libertadores, depende das casas de apostas para seguir saudável.

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Uma pena para o torcedor que, além de ver os jogadores decepcionarem em campo, fica refém de posicionamentos como esse vindos da diretoria que representa o clube.

Se “proibir não é proteger”, ser favorito não é ganhar e ser o mais rico não te faz sempre o campeão. A diretoria colhe agora um erro praticado no início deste ano, na demissão injusta de seu treinador brasileiro.

Não há time invencível e nem todo time precisa ser o PSG

Resta agora entender que não há time imbatível. Mesmo sendo, sim, a melhor equipe do Brasil, o Flamengo já havia passado por episódio parecido quando foi eliminado pelo Peñarol em 2024.

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Se antes o argumento era de que “lembre-se: seu time não é o PSG”, em 2026 precisa ser atualizado para que também não é o Corinthians, o São Paulo, nem o RB Bragantino, nem o Palmeiras, nem o Cruzeiro, nem o Vitória, e claro, nem o Estudiantes.

O alívio agora pode também ir para um corintiano: Memphis Depay. O holandês pode afirmar que não eliminou o Corinthians para qualquer equipe, mas sim para uma das finalistas da competição.