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Uma Política Diferente

Diversidade na política: todo mundo sai ganhando

Quando abrimos as portas para pessoas com diferentes experiências, conhecimentos e visões de mundo, as ideias se multiplicam e as soluções também

Marina Helou

Publicado em 16/04/2024 às 08:30

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Mulheres, pessoas negras, indígenas e LGBTQIA+ continuam sub-representadas nos espaços de poder / Reprodução/Internet

Diversidade na política é melhor não apenas para nós mulheres, mas para todo mundo. E por que eu digo isso? Porque quando abrimos as portas para pessoas com diferentes experiências, conhecimentos e visões de mundo, as ideias se multiplicam e as soluções também. Todo mundo ganha.

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Olhando para o mundo corporativo, já encontramos dados sobre o impacto da diversidade dentro das empresas. Um estudo feito pelo Instituto Identidades do Brasil (IDBR) mostrou que, para cada 10% de aumento na diversidade étnico-racial, acontece um salto de quase 4% na produtividade das empresas. Além disso, para cada 10% de elevação da diversidade de gênero, a produtividade das organizações cresce cerca de 5%.

E isso vale, também, na política. Quanto mais vozes diferentes estiverem participando dos debates públicos e da elaboração de leis, maior a chance de construirmos políticas públicas realmente inovadoras e eficazes com potencial de transformar a vida cotidiana das pessoas. Entretanto, precisamos reconhecer que ainda não temos uma política diversa de fato.

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O Brasil é conhecido internacionalmente pela diversidade étnica, cultural e social. No entanto, por muito tempo, a política tem sido dominada por uma única perspectiva que não reflete adequadamente a pluralidade do nosso país. Avançamos, mas ainda não é suficiente. Mulheres, pessoas negras, indígenas e LGBTQIA+ continuam sub-representadas nos espaços de poder.

Nas eleições de 2022, por exemplo, um número recorde de mulheres e negros foi eleito para ocupar a Câmara dos Deputados. Mas, em ambos os casos, essa representação segue bem abaixo da proporção verificada na população. Embora nós mulheres sejamos mais da metade da população brasileira, nossa presença na política ainda é ínfima - e o mesmo acontece com pessoas negras e indígenas.

E as mães na política? Sabemos que a representação feminina é baixa, porém quase não há informações sobre quantas dessas mulheres são mães e precisam conciliar o cuidado com os filhos e a atividade política. A falta de dados específicos é, por si só, um indicativo de que os espaços institucionais da política nunca foram pensados para mães.

Existe muito mais a ser dito, mas já está evidente a falta de diversidade nas esferas públicas. Mudar esse panorama é uma necessidade antiga e ao mesmo tempo urgente, uma vez que promover a diversidade na política é um caminho para o crescimento econômico e social.

É fundamental avançarmos em direção a uma política verdadeiramente diversa, capaz de acompanhar e fortalecer toda a riqueza e complexidade do nosso povo. Afinal, se nossa sociedade é diversa e plural, nossa política também deve ser.

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