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Camilo Cristófaro pode ser cassado após denúncia de racismo

Vereador foi gravado pelo sistema da Casa usando a expressão é 'coisa de preto' durante uma sessão da CPI dos Aplicativos nesta última terça-feira (3)

Pedro Nastri

Publicado em 06/05/2022 às 12:53

Atualizado em 06/05/2022 às 12:59

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Camilo Cristófaro / CMSP

Corregedor-geral da Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Gilberto Nascimento Jr. (PSC) afirmou em entrevista que dará celeridade ao processo que envolve denúncia de racismo praticado por Camilo Cristófaro (sem partido). A expectativa é que a admissibilidade do pedido de cassação do mandato possa ser levada a plenário no dia 19. Depois, Cristófaro terá até 90 dias para se defender, o que deve estender o caso para o segundo semestre. Camilo foi gravado pelo sistema da Casa usando a expressão “é coisa de preto” durante uma sessão da CPI dos Aplicativos na terça (3). O vereador é alvo de outras nove representações por quebra de decoro parlamentar desde 2017 – duas delas também por racismo. Ele diz que a expressão foi “infeliz” e nega ser racista.

Daniela Mercury sem cachê

A Prefeitura de São Paulo suspendeu cautelarmente o pagamento do show realizado pela cantora Daniela Mercury em um ato pró-Lula. A gestão optou pela medida enquanto aguarda o resultado da investigação esclarecer se o evento, pago com recursos públicos de emendas parlamentares, teve manifestações político-partidárias. A apuração, realizada pela CGM (Controladoria Geral do Município), foi aberta na quarta-feira (4), três dias depois do show que a cantora realizou em ato pró-Lula junto a centrais sindicais. Nesse tipo de show com dinheiro público, é vedada qualquer manifestação política. A cidade de São Paulo gastou quase R$ 200 mil para o pagamento de artistas que se apresentaram na manifestação do 1º de Maio. A prefeitura ressalta que a verba dos artistas foi paga com emendas parlamentares.

Concessão de cemitérios

O Tribunal de Contas do Município (TCM) suspendeu pela quinta vez o edital de concorrência da Prefeitura de São Paulo que previa a concessão da gestão dos 22 cemitérios e crematórios da cidade à iniciativa privada. Aconteceria no dia 5 a abertura dos envelopes com a oferta das empresas interessadas na concessão dos lotes dos cemitérios. Segundo o TCM, o edital apresenta problemas administrativos e comerciais. O órgão pediu que a prefeitura faça um inventário de tudo o que há nos cemitérios antes que a iniciativa privada assuma a gestão, além de esclarecer quem ficará responsável por cada um dos locais.

Homenagem suspensa

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) cancelou a homenagem que a deputada estadual Letícia Aguiar (Progressista) concederia ao ex-jogador de vôlei Maurício Souza. Segundo o gabinete da deputada, a decisão foi comunicada pela Mesa após um parecer da Procuradoria da Casa apontar que o Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo não pode ser concedido em ano de eleição a um pré-candidato declarado. Mauricio Souza foi demitido do Minas Tênis Clube no ano passado, após uma série de críticas dos patrocinadores da equipe em relação a postagens feitas pelo atleta criticando a orientação sexual de um personagem de história em quadrinhos, o filho do Super-Homem, que é bissexual.

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