Todo mundo está meio ressabiado com o próximo compromisso da Seleção diante da Noruega, seja pela cantoria da torcida norueguesa — que, de fato, esculacha a torcida coxinha brasileira nos estádios da Copa —, seja pela força física dos gigantes jogadores noruegueses, que têm quase um metro e noventa de altura média e ostentam como símbolo desse vigor o atacante Haaland.
Os vikings foram muito bem-sucedidos em suas invasões pelo norte da Europa e até a América do Norte, mas, quando se arvoraram contra o Império Bizantino, ou Império Romano do Oriente, enfrentaram a paciência e a capacidade de negociação dos locais.
Ou seja, sofrer a gente vai. Mas ter paciência e negociar bem nossas ações contra os noruegueses pode ser a chave para a vitória.
Agora, pelo lado mais místico, na mitologia nórdica há um grande evento de destruição dos deuses, alguns muito conhecidos dos fãs de quadrinhos e dos estúdios cinematográficos.
Odin, Thor, Loki e companhia são protagonistas de uma batalha fratricida que põe fim, ou quase fim, ao reino dos deuses nórdicos.
O Ragnarok: no furdúncio, Loki e seus filhos problemáticos criam um quiproquó familiar contra o patriarca da família, Odin, envolvendo Thor, seu irmão e deus do trovão, o que acarreta não apenas a destruição da família, mas de todo o universo divino.
Para resumir, no jogo de domingo a Seleção deve ter paciência, negociar bem a bola e deixar que os vikings se estranhem entre si, quem sabe até se autodestruindo na gestão de sua maior arma, que é a força.
