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Bruno Hoffmann
Coluna
A medida foi vista por Olímpio como uma perseguição a detratores
A medida foi vista por Olímpio como uma perseguição a detratores

Senador quer derrubar licitação de Doria de R$ 15 milhões

A licitação do governo estadual pretende contratar uma empresa de comunicação digital para monitorar influenciadores que falam sobre a gestão tucana nas redes sociais

O senador Major Olimpio (PSL-SP) protocolou em diversos órgãos um pedido de impugnação de um edital polêmico do governador João Doria (PSDB) lançado recentemente. A licitação do governo estadual pretende contratar uma empresa de comunicação digital para monitorar influenciadores que falam sobre a gestão tucana nas redes sociais sob o valor de R$ 15,8 milhões.

A medida foi vista como uma perseguição a detratores. “O governo, utilizando milhões dos impostos dos contribuintes, está praticando ato ilegal, com desvio de finalidade e com flagrante ilegalidade, que merece apuração”, afirma Olimpio. Pelo Twitter, Doria se justificou dizendo que o edital “é exatamente igual o modelo que o governo federal utiliza” e chamou de “oportunistas” quem afirma se tratar de um meio para fichar detratores.

Prévias do PT.
Sem consenso, o PT caminha para a realização de prévias para escolher o pré-candidato à Prefeitura de São Paulo. O favorito é o secretário de Comunicação da legenda, Jilmar Tatto, que tem alta influência interna no partido. Pesa contra ele ser alguém desconhecido do público, diferentemente do vereador Eduardo Suplicy. Em entrevista a esta coluna, Tatto garante que a campanha o tornaria popular. “Qualquer candidato do PT, com apoio do Lula, do Haddad, da militância, se torna conhecido na campanha eleitoral”, garante.

Palmômetro.
Jilmar Tatto terá trabalho para se tornar mais popular. Em evento no Sindicato dos Químicos de São Paulo com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na quinta-feira (30), o mestre de cerimônias apresentou as lideranças presentes. Quando Suplicy foi anunciado, a militância petista o recebeu com barulheira e aplausos efusivos. Já no anúncio de Tatto houve aplausos respeitosos.

Consenso.
O PT tem sete précandidatos na Capital: Jilmar Tatto, Eduardo Suplicy, Carlos Zarattini, Paulo Teixeira, Alexandre Padilha, Nabil Bonduki e Kika Silva. Para Padilha, não há favorito. “Só o debate e a participação da militância é que vão dizer”. Já Bonduki diz “defender o consenso”. O ex-presidente Lula também tenta convencer os petistas a buscar unidade ao redor de um nome. Há o temor que o processo interno possa provocar um racha no PT paulistano. Caso ocorram, as prévias estão marcadas para o fim de março.

Publicidade.
A Associação dos Jornais do Interior do Estado de SP publicou nota nesta semana contra a intenção da deputada estadual Janaina Paschoal (PSL) de lançar um projeto de lei para vedar o uso de dinheiro público em publicidade. Uma possível lei no sentido é vista, na prática, como uma forma de sufocar economicamente os pequenos e médios jornais. “A Associação dos Jornais do Interior do Estado de São Paulo espera que a deputada, inteligente e sensível que é com as causas democráticas, retroceda em sua intenção ”, diz a entidade.

"Receber o apoio do PT? Com certeza"
Bruno Covas (PSDB), ao dizer que aceita apoio do PT, do presidente Jair Bolsonaro e “de qualquer um” para a sua reeleição à Prefeitura de São Paulo, em entrevista ao Roda Viva.

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