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Semanalmente, o jornalista Bruno Hoffmann traz uma apuração exclusiva sobre a política paulista.
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O IBGE ainda não desenvolveu estratégias eficientes para incluir esses brasileiros, segundo o senador
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Após 47 dias, prefeitura não tira do papel projeto de proteção a moradores de rua

De Olho no Poder: os fatos da política de São Paulo na visão do jornalista Bruno Hoffmann

Já se passaram 47 dias desde que a Prefeitura de São Paulo anunciou um edital para abrigar moradores idosos em situação de rua em hotéis durante a pandemia do novo coronavírus, mas até agora a ideia não ultrapassou a burocracia da gestão municipal. Nesta semana, houve uma nova sessão pública da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) para análise de propostas de hotéis interessados. As três propostas recebidas, porém, foram descartadas por não atenderem aos requisitos do edital. Desde o anúncio da intenção da gestão Bruno Covas (PSDB), em 4 de maio, a cidade já enfrentou temperaturas abaixo de 9ºC. Para agravar a situação, neste sábado (20) se inicia o inverno no hemisfério sul. Segundo o último censo, 13% dos moradores em situação de rua da Capital, ou 3.164 pessoas, tem mais de 60 anos.

Setor têxtil.
O secretário da Fazenda do estado de São Paulo, Henrique Meirelles, tem sobre a mesa uma proposta de socorro ao setor têxtil e de confecções. A deputada estadual Carla Morando (PSDB) protocolou um ofício na Secretaria da Fazenda e também no BNDES, com um conjunto de propostas para auxiliar os empresários na retomada de investimentos, após a crise causada pela pandemia. “Eles ficaram de estudar alguma forma de ajuda ao setor. Estou esperançosa”, disse Carla, que é presidente da Frente Parlamentar do Setor Têxtil na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Frente forte.
De acordo com Carla Morando, a Frente Parlamentar do Setor Têxtil é a maior da Assembleia Legislativa de São Paulo, com a participação de 83 parlamentares. Há 94 deputados na Alesp. “Como presidente da Frente Parlamentar, fizemos algumas reuniões virtuais com empresários do setor, para entender quais seriam todos os problemas e saber como poderíamos atuar”, explicou a parlamentar em entrevista à coluna na quinta-feira (18).

Cassinos.
Se houvesse uma votação hoje sobre o tema, a liberação dos jogos e cassinos seria aprovada pela Câmara dos Deputados. A afirmação é de Bruno Omori, presidente do Instituto de Desenvolvimento, Turismo, Cultura, Esporte e Meio Ambiente (IDT-Cema). Segundo ele, há 150 deputados favoráveis ao tema, e boa parte dos indecisos tenderia a concordar com a proposta. “Se votasse hoje, seriam 70% a 30% ou 60% a 40% pela aprovação”, disse Omori, que defende a legalização dos cassinos, à coluna.

Paralisação.
Os entregadores por aplicativos prometem fazer uma paralisação nacional em 1º de julho. Entre as reivindicações estão licença remunerada aos trabalhadores contaminados pela Covid-19, aumento no valor mínimo das entregas e seguro contra roubo, acidente e de vida. O deputado estadual Ataide Teruel (Podemos), que já apresentou projetos de lei a favor da categoria, deu apoio ao movimento. “Considero as reivindicações legítimas, até porque somente na Capital, em março e abril, o número de mortes de motoboys cresceu quase 50% durante o período de pandemia”.

"Ele não entende nada de educação, mas criminoso o homem não é!"
Janaina Paschoal, deputada estadual, ao se opor à possibilidade de prisão de Abraham Weintraub por chamar membros do STF de “vagabundos”.

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