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Por Nely Rossany
Das 22.399 urnas eletrônicas, 26 (0,11%) foram substituídas, segundo o primeiro balanço divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo
Das 22.399 urnas eletrônicas, 26 (0,11%) foram substituídas, segundo o primeiro balanço divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo

Foi dada a largada para as eleições municipais de 2020

Os eleitores da maior capital do País terão que escolher entre 14 candidatos, confirmados até sexta-feira, dia 25, para o cargo de prefeito

Foi dada a largada para as Eleições 2020 e os eleitores da maior capital do País terão que escolher entre 14 candidatos, confirmados até a sexta-feira, dia 25. No álbum há algumas figurinhas repetidas e algumas inéditas. A variedade de propostas faz bem para a democracia, porém mesmo com tantas opções, o cenário eleitoral no Brasil tem se mostrado polarizado. No último pleito para prefeito, em 2016, dos 11 postulantes ao cargo, apenas 4 receberam mais de 10% dos votos válidos nas urnas.

Chama atenção também o número de mulheres, serão três encabeçando as chapas na Capital e cinco concorrendo ao cargo de vice-prefeita. Mesmo animador, não é o maior número de candidatas na história. Em 2000 e 2004, cinco mulheres concorreram à prefeitura.

A maior participação feminina deve-se às mudanças nas regras eleitorais. Estas eleições serão as primeiras com a proibição das coligações proporcionais. Até 2018, o número de cadeiras que cada partido poderia ter na Câmara Municipal considerava os votos obtidos pela coligação da qual o partido fazia parte. Assim algumas siglas menores, em troca de apoio, negociavam os cargos de vice. A partir destas eleições, o cálculo para vagas parlamentares é feito através da votação recebida pelo partido de forma isolada. Sem as coligações influenciando o número de vagas na Câmara, a decisão por maior participação das mulheres tem mais a ver com a questão da representatividade feminina na política, do que com o coeficiente eleitoral.

Representatividade esta não tão espontânea já que há dois anos o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estipularam a cota feminina, consolidando o entendimento de que no mínimo 30% do dinheiro do fundo eleitoral de cada sigla deveria ser gasto em candidaturas de mulheres.

Não só as novas regras eleitorais devem mudar o cenário do pleito. Já que estamos em plena pandemia, o corpo a corpo, o pastelzinho na feira e o café na padaria darão lugar a reuniões virtuais e dedicação dobrada às redes sociais. O coronavírus também servirá de palanque para muitos candidatos. A queixa sobre a saúde vai ser praticamente unânime com hospitais e postos lotados e afetados pela crise. Outra pauta que os postulantes deverão abordar é a economia nas cidades que sobrevivem com repasse de verbas dos governos estaduais e federais e da arrecadação de impostos, esta última que despencou.

É possível que os candidatos à reeleição tenham ligeira desvantagem, já que estão no poder em um momento tão atribulado. Aliás, as primeiras pesquisas divulgadas esta semana mostram isso na Capital, contudo há um longo caminho pela frente até novembro. Seja com as figurinhas antigas ou com as novas é sempre bom lembrar que o poder da decisão é sempre do eleitor.

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