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Nilson Regalado

"LGBT Sem Terra O amor faz revolução¨
Foto: Rafael Stedile/MST

Documentário revela lutas, sonhos e conquistas de LGBT rural

As notícias do campo por Nilson Regalado

Lutar contra o latifúndio e por uma agricultura livre de agrotóxicos está na centralidade do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra desde 1984. Porém, após três décadas de embates, o MST dá mostras de amadurecimento. Hoje, o movimento é o maior produtor de arroz orgânico do País, promove a educação formal em escolas rurais, mantém rádios comunitárias e edita livros. Em tempos de Covid-19, o MST tem distribuído alimentos a carentes nas cidades onde atua e, finalmente, oferece protagonismo a uma militância LGBT em um ambiente tradicionalmente patriarcal e machista. Prova disso é o documentário ‘LGBT Sem Terra: O amor faz revolução’.

O filme tem pouco mais de 18 minutos, foi lançado na quinta-feira e retrata o cotidiano de 300 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais moradores de assentamentos da reforma agrária ou vivendo sob as lonas de acampamentos à beira de estradas.

O documentário está disponível nas plataformas sociais do movimento e foi produzido pela Brigada de Audiovisual Eduardo Coutinho, que homenageia o cineasta e jornalista falecido em 2014. A Brigada contou com o apoio de um programa de intercâmbio estudantil europeu que promoveu oficinas, incentivou a criação de uma linguagem cinematográfica própria e viabilizou a exibição de filmes em acampamentos e assentamentos.

Mudança climática?

A mudança no regime de chuvas no Sul do Brasil e no Paraguai observada desde o início do ano reduziu a vazão do Rio Paraná ao menor nível em 50 anos. Sem chuvas e com o rio agonizando, não há como escoar a soja colhida no Paraguai e o Rio Grande do Sul perdeu para Goiás o posto de terceiro maior produtor de grãos do Brasil.

Legado da Ciência.

Cientistas da Universidade Federal de SP descobriram que o fármaco heparina foi capaz de combater distúrbios que afetam vasos do pulmão e prejudicam a oxigenação, efeitos letais da Covid-19. Em laboratório, a heparina também reduziu em 70% a invasão das células pelo coronavírus. O estudo acaba de ser publicado na plataforma bioRxiv.

Muito prazer...

Arqueólogos ligados à USP e à Universidade Federal de Minas Gerais acabam de desvendar um segredo escondido há 130 milhões de anos na Bacia do Rio São Francisco. Em pleno sertão, em meio a escamas e vértebras de pequenos tubarões, surgiu o fóssil do mais antigo lagarto já descoberto em toda a América do Sul.

...sanfranciscanus.

Batizado como Neokotus sanfranciscanus, o animal era coberto por escamas, tinha dez centímetros e habitava um conjunto de lagos que cobria o norte de Minas e o oeste da Bahia, após a separação do supercontinente Pangeia, que deu origem à América e à África. A descoberta acaba de ser publicada em Communications Biology.

Filosofia do campo:

"Quando eu falava dessas cores mórbidas/Quando eu falava desses homens sórdidos/Quando eu falava desse temporal/Você não escutou…”. Lô Borges e Fernando Brant, músicos mineiros, in ‘Paisagem da Janela’.

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