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Repórter da Terra
Por Nilson Regalado - Colaborador
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Salmão
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Tendo truta como barriga de aluguel, nasce o primeiro salmão ‘Made in SP’

As notícias do campo por Nilson Regalado

Pela primeira vez na história, o Instituto de Pesca (IP) conseguiu produzir alevinos (filhotes) de salmão em cativeiro. Natural das águas frias do Atlântico Norte, o salmão está sendo adaptado ao clima brasileiro na Unidade do IP em Campos do Jordão. A primeira geração de salmões genuinamente paulistas foi fecundada em fêmeas de truta arco-íris, que serviram como barrigas de aluguel. Essa tecnologia reduziu pela metade o prazo para aperfeiçoamento genético e aclimatação da espécie.

Atualmente, 99% do salmão disponível no mercado brasileiro vêm do Chile. Em 2019, as importações somaram US$ 591 milhões, com 95 mil toneladas trazidas das fazendas marinhas chilenas, embora parte dos salmonídeos possa viver em água doce. Esse é o caso da truta, parente direta do salmão que também foi aclimatada ao País no Instituto de Pesca.

Em Campos do Jordão, os técnicos do IP até ‘pintaram’ a carne da truta com uma ração rica em carotenoides para que ela ficasse mais rosada, ao gosto dos amantes da culinária japonesa, e produziram também o ‘caviar caipira’, com ovas da espécie, que só se reproduz abaixo de 12 graus Celsius. Hoje, a truta já é criada nas encostas da Serra da Mantiqueira nos estados de São Paulo, Rio e Minas, além das regiões serranas de Santa Catarina.

Portanto, a técnica de reprodução do salmão tendo a truta como barriga de aluguel é um embrião promissor para o desenvolvimento no Brasil de uma espécie com alto valor no mercado internacional, uma nova alternativa comercial para os fazendeiros do mar.

Privatização do TPP.
Os terminais pesqueiros de Santos, Cananeia, Vitória, Aracaju e Natal serão privatizados em 2021. A transação está prevista no Decreto 10.442, publicado no Diário Oficial da União no final de julho. Já estavam na lista para desestatização os terminais de Cabedelo (PB), Belém e Manaus.

Haja imposto!
Relatório divulgado agora pelo Ministério de Minas e Energia revelou que impostos e o lucro dos atravessadores representam 40,9% do valor do etanol nas bombas de combustível. Os tributos federais corresponderam a 8,8% do preço final, enquanto os estaduais representaram 12%. A margem de lucro dos postos foi de 13,9% e a das distribuidoras de 6,2% em julho. Na gasolina, impostos e margens chegam a 57,3% do preço final.

Mudanças na gôndola.
Produtores brasileiros de queijos Parmesão, Reggianito, Gruyère, Grana e Gorgonzola, além dos fabricantes das bebidas Genebra e Steinhaeger e de outros 350 alimentos têm até este domingo para se identificar junto ao Ministério da Agricultura. Todos terão de mudar o nome, a identificação e o rótulo de seus produtos como condição imposta pelo acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, conforme antecipou esta coluna em dezembro de 2017.

Filosofia do campo:
"A neve e as tempestades matam as flores, mas nada podem contra as sementes". Gibran Kalil Gibran (1883-1931), filósofo e poeta libanês.

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