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Sem raízes profundas, o solo não retém umidade
Sem raízes profundas, o solo não retém umidade

Satélite revela que pasto para bois pode ter ligação com seca mais 'severa' em 40 anos

Coleção de imagens de satélite reunida a pedido do Governo do Mato Grosso do Sul revelou que na década passada a agropecuária e as cidades já ocupavam 79,2% da área originalmente coberta por árvores na região

A substituição da vegetação nativa pelo capim para alimentar bois e vacas criou um passivo ambiental que pode estar por trás da seca mais “severa e excepcional” dos últimos 40 anos na Bacia do Rio Paraná. Uma coleção de imagens do satélite CBERS2 reunida a pedido do Governo do Mato Grosso do Sul revelou que na década passada a agropecuária e as cidades já ocupavam 79,2% da área originalmente coberta por árvores na região. E as pastagens eram responsáveis por 61,2% de toda essa descaracterização no cenário. Sem árvores, o ar fica mais árido. Sem raízes profundas, o solo não retém umidade, o que reduz a oferta de água às nascentes no Centro-Sul do País. A Bacia do Rio Paraná cobre seis estados e o Distrito Federal, e abriga um terço da população brasileira.

Nesta semana, o risco de apagões e de falta d´água nas torneiras ficaram evidentes após o vazamento de nota técnica do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. O documento prevê que a crise deve durar pelo menos até outubro. Em maio, a média de chuvas na Bacia do Paraná ficou em 27 milímetros, contra 98 milímetros da média histórica.

Há 40 dias, esse fenômeno prejudica até o escoamento da safra de grãos do Paraguai e da Argentina por barcaças. No Brasil, a seca é “severa” na porção “mais alta” da Bacia, ou seja, em Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal, e “excepcional” no Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná onde estão grandes hidrelétricas, como Itaipu e Jurumirim. Essa bacia hidrográfica também é fundamental para escoamento de soja e milho desde o Brasil Central até o Porto de Santos pela Hidrovia Tietê-Paraná.

Darwin, a evolução...
Pesquisadores da Unicamp estão documentando em tempo real o surgimento de um novo ser vivo. E o palco da confirmação empírica e científica da teoria de Charles Darwin é a Unidade de Conservação da Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes.

...das espécies...
É de lá que vem uma nova espécie de orquídea conhecida pelos cientistas como Epidendrum fulgens e pelos caiçaras como “pássaro de fogo”. Afastada do continente há 20 mil anos, Alcatrazes integra um arquipélago com 13 ilhas, a 35 quilômetros da costa, na direção de São Sebastião.

...Galápagos, Alcatrazes...
Esse isolamento está criando características genéticas únicas nas “pássaro de fogo” de Alcatrazes, impedidas de se reproduzir com outras Epidendrum fulgens, abundantes em todo Litoral Paulista. Essa é a primeira vez no Brasil que se observa o nascimento de uma nova espécie. O processo é semelhante ao do surgimento da jararaca ilhoa, na Ilha da Queimada Grande, que fica na direção de Itanhaém.

...e o pássaro de fogo
A evolução da “pássaro de fogo” de Alcatrazes só aconteceu porque ela é polinizada por borboletas e as sementes, muito pequenas, são dispersadas pelo vento, sem necessidade de um animal para transportá-las.

Filosofia do campo:
“A beleza é a inteligência à flor da pele”, Millôr Fernandes (1923/2012), jornalista carioca.

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