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Nilson Regalado traz notícias do campo que influenciam diretamente a vida do consumidor da cidade.
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O setor de hortifrútis foi um oásis no primeiro semestre, marcado pela disparada no valor dos alimentos
O setor de hortifrútis foi um oásis no primeiro semestre, marcado pela disparada no valor dos alimentos

Alimentos irrigados e não exportáveis freiam alta ainda maior nos preços

Segundo economistas da Ceagesp, a maior central atacadista de alimentos in natura da América Latina, as frutas em geral acumularam 27,8% de queda nos preços nos seis primeiros meses do ano

O setor de hortifrútis foi um oásis no primeiro semestre, marcado pela disparada no valor dos alimentos. Segundo economistas da Ceagesp, a maior central atacadista de alimentos in natura da América Latina, as frutas em geral acumularam 27,8% de queda nos preços nos seis primeiros meses do ano. A exceção é a laranja, que sofreu perdas de até 40% nos pomares de São Paulo e Minas Gerais devido à seca. Só em junho, os legumes ficaram 3,33% mais baratos, em média, e o valor das verduras recuou 2,51%. No mês passado, a queda acentuada no preço das batatas e cebolas, da beterraba, dos tomates, pimentões e do repolho contribuiu para essa deflação.

E dois fatores contribuíram para esse resultado. O primeiro é que verduras e legumes normalmente são produzidos em ambientes protegidos e com irrigação. Ou seja, eles foram menos impactados pela estiagem mais severa dos últimos 91 anos, que atingiu as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste no primeiro semestre.
E o segundo motivo é que verduras e legumes não são commodities agrícolas exportáveis, como as carnes, o milho, a soja, o arroz e o açúcar. Assim, os hortifrútis não são influenciados pelo dólar, cujo valor bateu recordes entre janeiro e junho, o que impulsionou a exportação das commodities e elevou seus preços no mercado interno.

Exportação retira quase...
O Brasil exportou 164.332 toneladas de carne bovina em junho, o que representou aumento de 9,7% nas vendas para o exterior na comparação com maio, que havia registrado quase 150 mil toneladas exportadas.

...1 kg de carne do...
E quase metade desse volume foi embarcado para a China. Com isso, fazendeiros e frigoríficos faturaram US$ 835 milhões em junho só com as vendas para o exterior.

...prato do brasileiro em junho
Traduzindo: o volume exportado retirou do prato de cada brasileiro o equivalente a 765 gramas de carne só no mês passado. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Governo Federal.

Copa América nos vinhedos
Pela primeira vez na história, o Peru vai exportar mais uvas que o Chile, tradicional produtor da fruta e reconhecido pela qualidade de seus vinhos. Surpreendente, o crescimento peruano no mercado internacional acaba de ser detectado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Azeite brasileiro ganha...
O Rio Grande do Sul festeja a maior produção de azeite da história. No total, as 15 indústrias locais produziram 202 mil litros na safra 2020/21, o que representa crescimento de 400% em relação a 2019/20. Já são 46 marcas gaúchas de azeite, algumas delas com medalhas de ouro e prata em concursos internacionais realizados em Portugal, Itália e EUA.

...ouro e produção dispara
E a tendência é de crescimento vigoroso nos próximos anos porque as oliveiras gaúchas são muito jovens. Além do Rio Grande, as azeitonas florescem na Serra da Mantiqueira, divisa de Minas, SP e RJ. O Brasil é o maior importador de azeite do mundo e ainda não produz sequer 10% do que consome...

Filosofia do campo:
“Eu não tenho paredes. Só tenho horizontes”, Mário Quintana (1906/1994), poeta gaúcho.

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