últimas notícias
Repórter da Terra
Nilson Regalado traz notícias do campo que influenciam diretamente a vida do consumidor da cidade.
[email protected]
Segundo a universidade belga, as crianças nascidas agora também estarão expostas a 2,8 vezes mais inundações ao longo de suas vidas
Segundo a universidade belga, as crianças nascidas agora também estarão expostas a 2,8 vezes mais inundações ao longo de suas vidas

Crianças nascidas em 2020 enfrentarão sete vezes mais ondas de calor que seus avós

Dados e projeções reunidos pela Vrije Universiteit Bruxelas, da Bélgica, ilustram o impacto da crise climática na vida das crianças nascidas nesta década

Dados e projeções reunidos pela Vrije Universiteit Bruxelas, da Bélgica, ilustram o impacto da crise climática na vida das crianças nascidas nesta década. Mais do que um alerta, o relatório ‘Save the Children - Born into The Climate Crisis’ apresentado na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 26) pretende despertar consciências sobre a herança que deixaremos para nossos filhos e netos. O ‘inventário’ elaborado por uma equipe internacional de cientistas revela que os nascidos a partir de 2020 enfrentarão 6,8 vezes mais ondas de calor que seus avós. Mais: as crianças nascidas agora também serão castigadas com um aumento de 260% nos eventos de seca extrema na comparação com indivíduos nascidos nas décadas de 1960 e 1970. E os episódios de quebra severa na safra de alimentos crescerão 280%, ampliando a fome para as próximas gerações.

Segundo a universidade belga, as crianças nascidas agora também estarão expostas a 2,8 vezes mais inundações ao longo de suas vidas. Embora os países ricos sejam os maiores causadores do efeito estufa, os pequenos que vivem em nações pobres sofrerão mais os impactos das mudanças climáticas.

Toda essa herança leva em conta um aumento de 1,5 graus Celsius nas temperaturas neste século, conforme meta estabelecida durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas realizada em 2015. O chamado Acordo de Paris, assinado por 195 países, reconheceu que o caminho para impedir um aumento ainda maior nas temperaturas é reduzir imediatamente as emissões de gases causadores do efeito estufa.

Aberta no último dia 31, na Escócia, a COP 26 tenta reafirmar esse compromisso. O encontro já contou com a presença de 100 presidentes e chefes de Estado de todo o mundo e reunirá até a próxima sexta-feira diplomatas, formuladores de políticas públicas, cientistas, empresários e ONGs para debater a transição para uma economia verde.

A COP 26 já contabiliza o pacto firmado por 100 nações para acabar com o desmatamento até 2030. O objetivo é estancar as queimadas e, com isso, reduzir a emissão de dióxido de carbono (CO2), responsável por 60% do efeito estufa. Outros 77 países aceitaram banir o uso do carvão para geração de energia elétrica até 2040. O carvão é o combustível fóssil que mais contribui para o aquecimento global. EUA, Canadá e outros 18 países decidiram interromper o financiamento de projetos envolvendo combustíveis fósseis até o final de 2022 e direcionar esses recursos para energias limpas.

Outros 97 países também concordaram em reduzir as emissões de metano em 30% até 2030. Carbono, metano e o óxido nitroso presente nos fertilizantes usando nas lavouras são os principais causadores do efeito estufa.

Filosofia do campo:

“Não é questão de querer, nem questão de concordar/Os direitos das crianças todos têm de respeitar... criança tem o direito de sorrir/Correr na beira do mar/Ter lápis de colorir… criança tem o direito de ver estrela cadente/Filme que tenha robô/Ganhar um lindo presente/Ouvir histórias do avô”, Ruth Rocha, escritora paulistana, em ‘O Direito das Crianças’.

Comentários

Tops da Gazeta