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Repórter da Terra
Nilson Regalado traz notícias do campo que influenciam diretamente a vida do consumidor da cidade.
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Fazendeiros despejaram 155 mil toneladas de veneno sobre lavouras em apenas três meses
Fazendeiros despejaram 155 mil toneladas de veneno sobre lavouras em apenas três meses

Fazendeiros despejaram 155 mil toneladas de veneno sobre lavouras em apenas três meses

Produtores rurais brasileiros despejaram agrotóxicos sobre uma equivalente à de 209 milhões de campos de futebol entre julho e setembro

Produtores rurais brasileiros despejaram agrotóxicos sobre uma equivalente à de 209 milhões de campos de futebol entre julho e setembro. Isso significou aumento de 8,7% em relação ao mesmo período de 2020. Foram quase 155 mil toneladas em apenas três meses. Só em herbicidas para eliminar ‘ervas daninhas’ foram 110 mil toneladas. Outras 16,5 mil toneladas foram usadas para combater animais que atacam lavouras, bois e vacas. O avanço dos agrotóxicos leva em conta a expectativa de lucros ainda maiores em 2022 com alimentos mais caros para o consumidor. E representa, também, uma aposta do agronegócio no aumento das exportações de soja, milho e carne bovina com o real desvalorizado frente ao dólar.

As plantações de soja registraram a maior alta no uso dos defensivos, seguidas por pastagens, trigo, milho e cana. Porém, 40 milhões de hectares cobertos com feijão, arroz, frutas, verduras e legumes também foram ‘banhados’ com venenos entre julho e setembro. O investimento foi de 1 bilhão e 700 mil dólares, segundo dados divulgados nesta semana pelo Sindicato da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal.

Agrotóxicos causam 70 mil intoxicações por ano que evoluem para óbito só nos países em desenvolvimento, como o Brasil, segundo a Organização Internacional do Trabalho. Outros sete milhões de casos não fatais também são registrados a cada ano. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, desde 2008 o Brasil é o maior consumidor mundial de venenos agrícolas, com autorização do Governo Federal para uso de produtos já banidos em outros países e venda ilegal.

A exposição aos agrotóxicos irrita pele, boca e garganta; causa dor de cabeça e no estômago; alergias; vômitos; diarreia; câimbras e até irritabilidade. Casos mais graves incluem dificuldade para dormir e para respirar, depressão, alterações no fígado e nos rins, produção anormal de hormônios da tireoide, dos ovários e da próstata, impotência, aborto e problemas no desenvolvimento intelectual e físico das crianças.
As principais vítimas são boias-frias, operários das indústrias fabricantes e agentes de controle de endemias. Mas, toda população está em risco pelo consumo de alimentos e água contaminados. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária considera os agrotóxicos prováveis causadores de câncer.

‘De manhã cedo já tá pintada...

Para incentivar meninas a conhecer profissões relacionadas à ciência, tecnologia, engenharia e matemática, a USP promove neste e no próximo sábado (27/11 e 04/12) o evento on-line “Vai ter Menina na Ciência”. A participação é gratuita e a programação mostra o cotidiano de uma cientista.

‘...Só vive suspirando, sonhando acordada’

Podem participar alunas do 8º ou 9º ano e estudantes do Ensino Médio. Informações: each.usp.br/meninaciencia/.

Filosofia do campo:
“Mandacaru quando fulora na seca/É sinal que a chuva chega no sertão/Toda menina que enjoa da boneca/É sinal de que o amor chegou no coração...”, Luiz Gonzaga (1912/1989) e Zé Dantas (1921/1962), poetas e folcloristas pernambucanos, em ‘Xote das Meninas’.

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