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Por Pedro Nastri - Colaborador
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Pedro Nastri é colunista da Gazeta e âncora na Rádio Trianon 740 AM
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No apagar das luzes

O jornalista e radialista Pedro Nastri comenta sobre as últimas notícias de São Paulo

No apagar das luzes I. Na penúltima semana legislativa do ano, vereadores da base do prefeito Bruno Covas (PSDB) articulam acelerar a votação de projetos de lei que alteram a ocupação urbana de alguns bairros paulistanos como Mooca, na zona leste, e Água Branca, na zona oeste. A pressa tem motivo: em 2021, com a oposição fortalecida, teme-se que as propostas enfrentem maior resistência e demorem mais tempo a sair do papel. A partir de janeiro, 21 novos parlamentares assumem vaga na Casa - seis do PSOL.

No apagar das luzes II. Para aparar as arestas que ainda existem em relação a esses projetos, o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Fernando Chucre, deve participar de uma reunião com os líderes das bancadas da Câmara e tirar as dúvidas que parte dos parlamentares têm em relação aos textos. Se a estratégia der certo, a expectativa é que as matérias possam entrar na pauta semana que vem. Mas, se não houver acordo o risco considerado pela base é que, ano que vem, os vereadores que assumem possam, além de querer conhecer e entender os projetos, requerer que os textos passem por novas comissões na Câmara, postergando o processo de votação.

Tuma no TCM. A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, com 50 votos favoráveis e nenhum contrário, a indicação do vereador Eduardo Tuma (PSDB) à vaga de conselheiro do TCM-SP (Tribunal de Contas do Município de São Paulo). Tuma irá assumir a vaga do conselheiro Edson Simões, que anunciou a aposentadoria. Eduardo Tuma ocupa uma cadeira no Legislativo paulistano desde 2012 e, em novembro deste ano, foi reeleito para a terceira legislatura consecutiva. Nos próximos dias, o vereador deverá deixar a presidência da Casa, renunciar ao mandato de parlamentar e se desfiliar do PSDB para não ter vínculo político.

Mais antenas em SP. O Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou uma lei que limitava a instalação de antenas de telefonia celular na capital paulista. Ela vigorou por quase 17 anos e impunha critérios rígidos que prejudicavam a cobertura das operadoras, principalmente em bairros periféricos. Com a decisão, a expectativa do setor é destravar processos de 1,7 mil antenas atualmente parados. A lei foi aprovada quando a tecnologia em vigor era mais antiga e previa edificações para antenas. Por isso, havia exigência de terrenos com habite-se, 8 metros de largura e 12 metros de distância da via pública. Para as redes de 4G e 5G, no entanto, é possível usar miniantenas do tamanho de caixas de sapatos, que podem ser instaladas no topo de edifícios e fachadas.

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