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Auxílio: militar da reserva não remunerada tem direito

Algumas destas pessoas vêm passando por grandes dificuldades neste período de pandemia e precisam dos R$ 600 para conseguir, ao menos, colocar comida na mesa

Milhares de militares da reserva não remunerada estão tendo problemas em conseguir a liberação de seu auxílio emergencial. São homens e mulheres que já serviram às Forças Armadas e deram baixa no serviço, mas por um problema de cadastramento ainda seguem constando no contingente ativo, o que impossibilita que recebam o pagamento.

Algumas destas pessoas vêm passando por grandes dificuldades neste período de pandemia e precisam dos R$ 600 para conseguir, ao menos, colocar comida na mesa. São autônomos, desempregados, que até chegaram a receber a primeira parcela do auxílio, mas depois tiveram o benefício negado por causa da falha no sistema.

Logo que soubemos do problema, criamos uma força-tarefa para descobrir o que estava provocando o cancelamento dos benefícios e para atender a todos que estivessem nesta situação. Ao todo, recebemos mais de 2 mil mensagens e já enviamos cerca de 100 páginas com dados de militares que nos procuraram, comprovando que estes não estão mais na ativa. Entramos em contato com o Comando Militar do Sudeste, com o Ministério da Defesa, da Cidadania e o Dataprev, na busca de uma explicação e uma solução.

A informação agora é de que o Ministério da Defesa disponibilizou a base de dados da folha de pagamento para o Ministério da Cidadania fazer o cruzamento de informações do CPF e atualizar a lista daqueles que têm o direito. A pasta disse ainda que as inconsistências na suspensão do auxílio estão sendo apuradas. Contudo, até esta terça-feira (2 de junho), os militares seguiam sem a aprovação do seu benefício.

Nós ainda estamos recebendo as solicitações dos reservistas não remunerados que tiveram o auxílio negado, para isso basta que entrem em contato com o nosso gabinete por meio das nossas redes sociais (Facebook; Instagram ou Twitter), para que possamos viabilizar uma solução.

São guerreiros e guerreiras que serviram a nossa pátria com coragem, patriotismo, cumprindo a missão das Forças Armadas de proteger os cidadãos e o país; garantir a soberania do Estado e dos poderes constitucionais constituídos; assegurar a integridade do território nacional; e defender os interesses e os recursos naturais, industriais e tecnológicos brasileiros.

Tirar-lhes o direito de receber os R$ 600 ou R$ 1.200 (no caso das militares da reserva que são chefes de família) é virar as costas para quem tanto ajudou o Brasil e agora precisa deste dinheiro para sobreviver. Como militar e deputado estadual, não posso permitir que essas pessoas fiquem desamparadas, sem sequer receberem o mínimo a que têm direito. Estamos juntos nessa batalha.

Seguiremos nos reunindo e acompanhando os órgãos responsáveis, cobrando uma solução mais rápida, pois cada dia sem o benefício pode representar mais um dia sem comida na mesa ou sem conseguir pagar uma conta de água, luz ou telefone.

O auxílio foi criado pelo Governo Federal com o objetivo de fornecer proteção emergencial a toda a parcela da população mais afetada neste período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do coronavírus. Não podemos e não vamos deixar ninguém para trás.

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