Apesar das chuvas abaixo da média nos últimos meses, a Sabesp não estuda uso de medidas para incentivar a economia do consumo de água na região Metropolitana de São Paulo.
Questionada sobre o tema na última terça-feira, durante teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre, Karla Bertocco, presidente da Sabesp, negou a possibilidade da adoção da política de bônus, utilizada durante a crise hídrica em 2014 e 2015, para reduzir o consumo.
Na ocasião, a redução resultava em descontos na tarifa e o consumo acima da média levava a um acréscimo nas contas de água.
A Sabesp crê que os pedidos de posicionamento solicitados à Arsesp, agência reguladora de saneamento de São Paulo, deverão ser respondidos até o fim de 2018. “Acreditamos que teremos respostas sobre a revisão até o fim do ano”, afirmou Karla.
A revisão tarifária conduzida pela agência aconteceu em dois ciclos, um encerrado em novembro do ano passado, com ajuste de 7,88%, e outro concluído em maio, com elevação das tarifas em 3,507%.
A Sabesp dividiu os questionamentos enviados à Arsesp em dois documentos, o primeiro de característica técnico-econômica e a segunda de natureza jurídica.
Em comunicado divulgado no começo da semana, a empresa informou que recebeu comunicação da Arsesp informando que os dois recursos estão na etapa de consultoria jurídica da autarquia.
Questionada sobre o que fazer em caso de resposta negativa da Arsesp, Karla afirmou que já consultou o conselho de administração da companhia a possibilidade de consultar um profissional externo para avaliar o caso.
“Se tiver alguma divergência, analisamos a contratação de um técnico, de um perito para realizar uma avaliação final e subsidiar a diretoria e o conselho”, afirmou Karla.