No primeiro dia de outubro, apareceram algumas imagens e comentários nas redes sociais falando sobre o descaso de Ubatuba com o rio Maranduba. As postagens foram pesadas, como: “Desrespeito, falta de vergonha de algumas pessoas que despejam seu esgoto diretamente nas águas do rio”, dizia uma delas.
“O rio Maranduba pedia socorro, mas agora pede ao menos respeito em seus últimos dias, porque foi graças a ele que o local se desenvolveu e cresceu”, afirma outra.
O jornalista Ezequiel, responsável pelo impresso Maranduba News, mora na região, acompanha a situação há anos e escreveu sobre o tema recentemente. De acordo com ele, o Maranduba já foi esticado, encolhido, obstruído, soterrado, aterrado e, nas últimas décadas, poluído. “A sujeira, que antes era fruto das obras e da especulação imobiliária, agora surge da insanidade de grupos de pessoas que jogam, a luz do dia, o resultado da ignorância e da sua incompetência como ser humano no rio, que traz a estes mesmos indivíduos ao menos água”, explica ele.
Ele acrescenta que o corpo humano possui cerca de 65% de água em homens adultos e 60% em mulheres adultas. “Imaginem se alguns poucos imbecis poluíssem esse líquido essencial para a sua vida. Em regiões onde o que impera são as causas não naturais, quer dizer as não aptidões, é costumeiro que não se preocupem com a sanidade do solo, da bacia hidrográfica e da vegetação natural”, finaliza o jornalista.
Em volta do rio Maranduba cresce um bairro, hoje responsável pela vinda de muitos turistas, parte da identidade de Ubatuba e também fonte do sustento de muitos moradores e comerciantes. O manancial está entre os principais da cidade.