Dia de oração

Dia de oração. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), autorizou a criação de uma lei que prevê o Dia de Oração pela Autoridades da Nação. Segundo o deputado estadual Reinaldo Alguz (PV), autor da lei, que cria a data no calendário oficial paulista, é necessário que “se torne hábito orar, e não criticar, autoridades constituídas no estado de SP e por toda a nação brasileira”. Segundo o parlamentar, que é do movimento conservador Renovação Carismática Católica, seria necessário “orar para que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário cumpram os seus papéis com excelência.” Em 2016, em vez de rezar, ele atuou pelo impeachment da presidente Dilma Roussef.

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Outras leis religiosas. Também na quarta-feira, o Diário Oficial do Estado trouxe a sanção e a publicação de outras três leis de caráter religioso no Estado. A lei número 17.133 institui o Dia da Escola Bíblica em homenagem “aos cidadãos cristãos participantes do ensino bíblico nas igrejas”. A data será comemorada anualmente, no terceiro domingo de setembro. Outra lei, a 17.125, instituiu o “Dia da Assembleia de Deus Ministério de Madureira”, a ser comemorado, todos os anos, em 15 de novembro. Também foi criado o “Dia da Igreja Sara Nossa Terra”, celebrado todos os anos em 7 de setembro, com o objetivo de homenagear os cidadãos evangélicos membros da igreja. Todas as leis foram sancionadas por Doria e começaram a valer na data de publicação.

Distância de Bolsonaro. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a negar que esteja se distanciando do governo Jair Bolsonaro (PSL), após criticar a declaração do presidente envolvendo Fernando Santa Cruz, pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. Durante cerimônia para assinatura do contrato da Sabesp o governador afirmou que sua postura continua a mesma de “apoiar o Brasil”, e que continuará a se manifestar “quando achar necessário”. “Não estamos nos distanciando do governo Bolsonaro, quero deixar isso bem claro. Mantemos a mesma posição que tínhamos no início do governo. Apoiamos todas as iniciativas do governo Bolsonaro que sejam boas para o País”, afirmou o governador. “Mas continuamos preservando o espírito crítico quando alguma atitude merecer observações e contribuições. A posição crítica sobre alguns temas permanece. Quando for necessário, vamos nos manifestar”, acrescentou.