Corolla 2020: Algo de novo no front

Toyota Corolla 2020 vem com novos motores e uma inédita versão híbrida Da Reportagem De São Paulo

A 12ª geração do Corolla lançada no mercado nacional trouxe três versões diferentes. O motor flex 2.0 Dynamic Force estará disponível nas configurações GLi, XEi e Altis, todas com transmissão CVT Direct Shift de 10 marchas simuladas – a novidade vem por conta do motor híbrido da versão Altis.

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Aliás, a novidade da Toyota é o primeiro veículo híbrido com motor flex do mundo. Outro feito fica por conta do Toyota Safety Sense. Disponível na versão topo de linha Altis, o pacote de segurança ativa faz do Corolla o sedã médio com mais itens de segurança do país. Também inédito no Corolla nacional é o teto solar, agora disponível de série para a versão Altis 2.0L Dynamic Force ou como opcional no pacote Premium para a versão híbrida.

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O Corolla 2020 tem 4,63 metros de comprimento (mais um centímetro em relação à geração anterior), 1,78 metro de largura (mais 0,5 centímetro) e 1,45 metro de altura (menos dois centímetros), enquanto a distância entre eixos e o volume do porta-malas ficaram os mesmos – 2,70 metros e 470 litros. O tanque de combustível comporta 50 litros nas versões a combustão e 43 na híbrida. Sob o capô, o motor 2.0 litros Dynamic Force Dual VVT-iE 16V DOHC de ciclo Atkinson Flex rende 177 cavalos de potência, quando abastecido com etanol, e 169 cavalos com gasolina, sempre a 6.600 giros.

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O novo Corolla já vem com airbags frontais, laterais, de cortina e de joelho para o motorista, câmera de ré com linhas de distância com projeção na central multimídia, faróis com acendimento automático e ajuste de altura, controle eletrônico de estabilidade (VSC), controle eletrônico de tração (TRC) e sistema de assistência ao arranque em subida (HAC). Mas o destaque na segurança fica para o pacote Toyota Safety Sense (TSS), de série na versão Altis a combustão e opcional na híbrida. Um radar de ondas milimétricas combinado com uma câmera monocular permite detectar perigos e alertar o motorista – ou até parar o veículo sozinho, se for necessário.

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Os preços das versões com motor 2.0 litros Dynamic Force Flex começam em R$ 99.990 para a versão de entrada GLi, vão aos R$ 110.990 na intermediária XEi e atingem R$ 124.990 na Altis. O Altis Hybrid sai pelos mesmos R$ 124.990, mas pode ficar R$ 6 mil mais caro com itens opcionais.

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O interior do Corolla 2020 evoluiu expressivamente. A versão GLi conta com partes revestidas de tecido e de couro, ambos na cor preta. Já as versões XEi e Altis híbrida contam com partes revestidas de couro preto, enquanto a versão Altis 2.0L Dynamic Force e Altis híbrida com pacote Premium contam com partes elegantemente revestidas em couro bege e marrom. O volante de três raios com controles de áudio e computador de bordo tem acabamento em couro e possui aletas para troca de marcha nas versões XEi e Altis com motor 2.0 Dynamic Force. A versão híbrida não conta com os “paddle shifts”.

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O painel de instrumentos nas versões com motor 2.0 traz três mostradores, um circular, no centro, onde é possível visualizar o velocímetro e o nível de combustível; um semicircular do lado esquerdo, que exibe o conta-giros e o termômetro do motor, e uma tela de TFT de 4,2″ colorida do lado direito que mostra o computador de bordo, com informações como indicador de marcha, consumo de combustível, hodômetro e autonomia. Já o Altis híbrido possui uma tela TFT de 7″ digital e colorida, no centro do painel, que mostra o velocímetro e informações do computador de bordo. Enquanto o semicírculo da esquerda reúne indicadores do sistema híbrido, no lado direito estão informações de combustível e temperatura do motor.

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Virtudes distintas

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Dinamicamente, seja na motorização flex ou na híbrida, o modelo mostra boa desenvoltura, com uma performance insuspeita num sedã tradicionalmente conservador e que nunca foi dado a arroubos de esportividade. Como era de se esperar, a versão com motor 2.0 flex, com seus 177 cavalos, esbanja mais força. Com alta taxa de compressão (13:1) e curso longo, novos pistões de baixa fricção, o 2.0 Dynamic Force é 15% mais potente e 9% mais eficiente do que o motor da geração anterior. Junto a ele atua a transmissão CVT Direct Shift de 10 marchas. Os engenheiros da Toyota acoplaram uma engrenagem mecânica que atua na arrancada do veículo, melhorando a aceleração do veículo em primeira marcha.

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É a nova motorização híbrida que mais surpreende. O Corolla Hybrid arranca sempre em modo elétrico e percorre mais de dois quilômetros sem acionar o motor flex, desde que a bateria tenha carga suficiente e o motorista não pise demais no acelerador. Quando pisa, o carro responde rápido. A transmissão Hybrid Transaxle entrega uma aceleração linear, que reduz ou aumenta continuamente as marchas de acordo com a demanda do motor sem desperdiçar energia. A alavanca do câmbio tem as posições P, R, N, D e B, sendo esta última de regeneração máxima para carregar a bateria nas desacelerações e frenagens. Mais à frente está o seletor de modo de condução (Eco, Normal e Sport).

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O Corolla híbrido possui sistema de freios regenerativos, que acumula a energia cinética gerada pelas frenagens e a transforma em energia elétrica, o que proporciona maior autonomia. Segundo o Inmetro, é capaz de rodar 14,5 km/l na estrada e 16,3 km/l na cidade quando abastecido com gasolina. Com etanol, o modelo atinge 9,9 km/l na estrada e 10,9 km/l na cidade. No teste de apresentação, que percorreu na maior parte do tempo trechos urbanos, a autonomia apontada pelo painel começou em 835 quilômetros e terminou em incríveis 1.030 quilômetros. Ou seja, depois de rodar 40 quilômetros em trechos urbano, que permitiram intensa utilização do modo exclusivamente elétrico, a autonomia prevista aumentou quase 200 quilômetros.

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*Por Luiz Humberto Monteiro Pereira, da Agência AutoMotrix