A cidade de São Paulo conta com cooperativas especializadas em lixo eletrônico. A Coopermiti já recolheu mais de 280 toneladas de resíduos eletrônicos neste ano e, em 2018, foram mais de 511 toneladas de lixo reciclados na Capital. A cooperativa é conveniada com a prefeitura. Segundo reportagem do SP1, da “TV Globo”, porém, por falta de procura, a entidade trabalha só com 30% de sua capacidade.
Os produtos que chegam à cooperativa são desmontados e têm seus componentes encaminhados para outras indústrias. A Coopermit começou a operar em São Paulo em 2009 e já recolheu mais de 2 mil toneladas de lixo eletrônico.
Há outras cooperativas semelhantes na Capital. Um exemplo é a Green Eletron, que possui 70 pontos de coleta em todo o Estado, e 48 só na Grande São Paulo. A cooperativa funciona há dois anos e já recolheu 400 toneladas de resíduos.
As consequências do descarte incorreto de eletrônicos vão além dos impactos ambientais. Alguns metais utilizados na fabricação desses produtos podem causar graves problemas de saúde.
Em entrevista ao “R7”, A a professora Tereza Cristina Carvalho, coordenadora do Laboratório de Sustentabilidade, da Poli-USP, alerta para a situação. “Menos de 10% dos eletrônicos recebem o destino correto no Brasil. Nos EUA e na Europa a reciclagem ou a reutilização dos equipamentos chega a 45%”.