Indústria paulista fecha 1 mil postos de trabalho em setembro, diz Fiesp

Na avaliação da Fiesp, o resultado para o mês somente não foi pior por causa das exportações de carnes para a China, impulsionadas pela peste suína no país asiático Por Estadão Conteúdo De São Paulo

A indústria paulista fechou aproximadamente 1 mil postos de trabalho em setembro ante agosto, informou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta quarta-feira (16). Na série com ajuste sazonal, o número representa uma retração de 0,22% no nível de emprego da indústria frente ao mês anterior.

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Na avaliação da Fiesp, o resultado para o mês somente não foi pior por causa das exportações de carnes para a China, impulsionadas pela peste suína no país asiático. Contudo, o setor automotivo continua apresentando perdas substanciais nas suas exportações, em especial por causa da crise na Argentina.

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No acumulado do ano, o saldo do trabalho formal nas indústrias é negativo em 9 mil postos de trabalho. “Devemos encerrar o ano com saldo muito próximo ao fechamento de 2018, com crescimento zero”, afirma o 2º vice-presidente da Fiesp e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), José Ricardo Roriz, em comunicado.

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Entre os 22 setores que participam da pesquisa, 10 contrataram mais do que demitiram, oito fecharam postos de trabalho e quatro ficaram estáveis. Os principais positivos foram produtos alimentícios (1.580); produtos diversos (536); e produtos de borracha e material plástico (252).

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Já os destaques negativos ficaram com veículos automotores, reboques e carroceria (-1.427), couro e calçados (-952) e informática, produtos eletrônicos e ópticos (-608).

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Regiões

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Por grande região, a variação em setembro recuou na Grande São Paulo (inclusive ABCD) (-0,09%), no ABCD (-0,75%) e ficou praticamente estável no Interior (-0,01%). Entre as 37 regiões monitoradas pela Fiesp, 25 registraram demissões, uma ficou estável e apenas 11 contrataram.

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Os destaques positivos foram Araçatuba (4,84%), com geração de 2,4 mil vagas, puxada pelo desempenho de produtos alimentícios (6,17%); e Limeira (1,25%), com a criação de 450 postos de trabalho nas áreas de produtos químicos (1,47%) e produtos de papel e celulose (0,55%).

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Por outro lado, o principal destaque negativo foi a região de Jaú (-6,90%), que fechou 1.650 vagas na esteira da queda do emprego nos setores de couro e calçados (-31,01%) e produtos alimentícios (-0,82%).