Parte dos professores do estado de São Paulo fará greve toda terça-feira e dias que houver tramitação da proposta de reforma da Previdência estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). “[O governador João] Doria quer a aprovação de uma forma autoritária. A greve vai continuar até que seja retirado da pauta. Se a gente não ficar em cima, passa na calada da noite”, disse a esta coluna a deputada estadual Professora Bebel (PT), que também é presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). A intenção da greve em dias de tramitação na Alesp é estratégica. Dessa forma, os professores podem ir à assembleia protestar contra a reforma de Doria, considerada severa pelos servidores.
5% da discórdia.
Na terça-feira (26), a Alesp aprovou o reajuste de 5% proposto por João Doria aos policiais do Estado. Houve uma onda de protestos contra os deputados que votaram favoráveis à medida. Janaína Paschoal (PSL) explicou o motivo de ter votado a favor da proposta de Doria: “Vocês acham que o governador não gostaria de poder dizer que não concretizou o aumento de 5% porque a Alesp não permitiu? Vejam que conveniente: ele dá os 5% possíveis, a Alesp vota não e ele economiza, jogando a culpa nos deputados. Que vitória!”.
Protesto.
“O povo não é gado / Não quer ser explorado”, bradava, solitariamente em um corredor da Alesp, a assistente social judiciária aposentada Elisabete Borgianni na última terça-feira (26). Foi a forma que encontrou para protestar contra a proposta da reforma da Previdência estadual do governador João Doria. “Esse projeto é muito pior para o trabalhador do que o do Paulo Guedes. Precisamos nos manifestar como for possível”, explicou.
Homens na estrada.
Grupo mais importante do rap nacional, os Racionais MCs receberam na quinta-feira (28) a Salva de Prata, a maior honraria da Câmara Municipal de São Paulo. A iniciativa foi dos vereadores Celzo Giannazi (Psol) e Eduardo Suplicy (PT). “A cidade agradece pela dedicação à música e seu engajamento social”, disse Giannazi. Quem representou o grupo na homenagem foi a empresária e advogada Eliane Dias.
Publicidade ilegal.
O vereador Mario Covas Neto (Podemos) conseguiu aprovar um requerimento para solicitar esclarecimentos à Prefeitura de São Paulo em relação à publicidade em mochilas de aplicativos de entrega, como Rappi, iFood e Uber Eats. De acordo com ele, essa propaganda vai de encontro à lei da Cidade Limpa. “A lei é clara, só permite propaganda em veículos próprios da empresa. Porém, com os aplicativos de entrega, os mochileiros de motocicleta ou bicicleta trazem logomarcas sendo terceirizados”, explicou o vereador.
“Me avisem se pedirem o AI-5 de novo para eu sair do hospital e protestar”
Bruno Covas (PSDB), prefeito de São Paulo, que passa por um tratamento de câncer, após declaração do ministro Paulo Guedes sobre o AI-5.