Após denúncias de assédio sexual, presidente da Caixa é substituído

Bolsonaro escolheu Daniella Marques para presidência do banco no lugar de Pedro Guimarães

Caixa Econômica Federal

Caixa Econômica Federal | Cris Faga/Fox Press Photo/Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro (PL) escolheu Daniella Marques, braço direito do ministro Paulo Guedes (Economia), para presidir a Caixa Econômica Federal no lugar de Pedro Guimarães.

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Guimarães é alvo de acusações de assédio sexual relatadas por funcionárias da instituição. O caso foi revelado na terça-feira (28) pelo portal Metrópoles, que relata também a existência de uma investigação no Ministério Público Federal.

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Interlocutores no Palácio do Planalto dizem que a manutenção de Pedro Guimarães à frente da Caixa Econômica Federal se tornou insustentável em meio às denúncias envolvendo o Executivo.

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Daniella Marques, por sua vez, é secretária especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia e vinha liderando a agenda Brasil Pra Elas, focada no público feminino e também uma forma de tentar impulsionar a imagem de Bolsonaro perante esse público.

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A expectativa é que Pedro seja demitido até às 15h, antes de Bolsonaro participar de debate na CNI (Confederação Nacional da Indústria).

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Aliados de Bolsonaro se irritaram com a resistência de Pedro a sair do cargo e passaram a manhã pressionando o presidente a demiti-lo.

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O presidente da Caixa quer deixar o posto como “afastado” para que as investigações do MPF sejam conduzidas.

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Integrantes da campanha de Bolsonaro, porém, defendem que ele o demita para demonstrar que rechaça o comportamento adotado pelo até então aliado de primeira hora.

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As acusações reveladas pelo portal Metrópoles afirmam que ao menos cinco funcionárias da Caixa dizem ter sido vítimas de assédio sexual por parte de Guimarães.

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Em um dos relatos, uma delas diz que uma pessoa ligada ao presidente do banco perguntou o que fariam “se o presidente” quisesse “transar com você?”.

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Segundo a denunciante, durante uma viagem, ele estava na piscina e “parecia um boto se exibindo”. Além disso, funcionárias recebiam chamados para ir no quarto de Guimarães, entre outros relatos.

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Uma funcionária da Caixa ouvida pela Folha de S.Paulo também relatou que foi assediada por Pedro Guimarães. Ela afirma ter sido puxada pelo pescoço e ter ficado em choque após o episódio.

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“Aí quando fui sair, ele me puxou pelo pescoço e disse: ‘Estou com muita vontade de você’. Saí da sala, em choque e chorando”, afirmou ela. “Depois, em outro momento, ele já passou a mão pela minha cintura e foi abaixando, mas saí antes que piorasse.”

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Procurado pela Folha para comentar as denúncias, o presidente da Caixa não respondeu. Ao Metrópoles, o banco informou desconhecimento acerca das acusações