O fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, morreu de cardiomiopatia hipertrófica, condição genética que afeta o músculo do coração.
A informação consta no atestado de óbito do atleta, encontrado morto no último sábado (23/5), em seu apartamento no bairro da Mooca, na zona leste de São Paulo.
Segundo informações confirmadas por fontes do Instituto Médico Legal (IML), a doença provoca o espessamento anormal do miocárdio e pode levar à morte súbita.
De acordo com o boletim de ocorrência, familiares e amigos não conseguiam contato com Gabriel desde a noite de quinta-feira (21/5). Diante da falta de respostas, um amigo e colega de trabalho foi até o imóvel na manhã de sábado.
Ao chegar ao local, ele percebeu que as luzes do apartamento permaneciam acesas. Sem obter resposta, entrou no imóvel com auxílio de responsáveis pelo condomínio após o arrombamento da porta e encontrou o fisiculturista caído no chão da cozinha.
O registro policial aponta que Gabriel apresentava o rosto avermelhado e sangramento na região facial. Apesar disso, não foram identificados sinais aparentes de violência ou luta no apartamento, que estava organizado.
A Polícia Militar foi acionada e o caso foi inicialmente registrado como morte suspeita por causa súbita sem causa aparente no 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas.
Durante a perícia, foram apreendidos medicamentos encontrados no apartamento, descritos preliminarmente como possíveis anabolizantes, que serão submetidos à análise.
Quem era Gabriel Ganley
Conhecido nas redes sociais pelo apelido de “bebêzinho”, Gabriel acumulava mais de 1,5 milhão de seguidores, compartilhando conteúdos sobre treinos, alimentação e rotina fitness.
O atleta cursou Educação Física na Universidade Federal do Rio de Janeiro e se preparava para disputar o campeonato Musclecontest Brasil, previsto para julho, em Curitiba.
O velório e a cremação ocorreram nesta segunda-feira (25/5), em cerimônia reservada para familiares e amigos próximos.
