Brasil pode ser um dos produtores mundiais de vacina contra Covid-19

País poderia produzir doses para toda a América Latina; acordos foram firmados com Reino Unido, Estados Unidos e Instituo Serum, da Índia

Anvisa informou ainda que a concessão do uso emergencial nos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá não servem de base para a concessão no Brasil

Atualmente, mais de 100 pesquisas para vacina estão sendo realizadas, mas o desenvolvimento de Oxford é o mais avançado | /Drew Hays/Unsplash

Após ser convidado para integrar a terceira fase de testes da vacina contra Covid-19 da Universidade de Oxford, no Reino Unido, o Brasil pode tornar-se um dos produtos mundiais da vacina. Inicialmente, o Brasil corria o risco de estar no fim da fila para receber a vacina contra a Covid-19, isso porque o País não estava incluso em grupos de pesquisadores e de testes.

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Nesta quinta-feira (4), a AstraZeneca, empresa biofarmacêutica global, anunciou que acordos internacionais para a produção de 1,7 bilhão de doses da vacina já foram realizados.

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Até o momento, acordos foram firmados com o Reino Unido, Estados Unidos, Coallition for Epidemic Preparedness Innovations (CEPI), Instituto Serúm (Índia) e com a Aliança de Vacinas (Gavi). Porém, o objetivo é seguir procurando parceiros.

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“Já há negociações com diferentes governos de diferentes países, entre eles o Brasil”, informou a coordenadora dos centros de testagem da vacina no Brasil, Sue Ann Clemens.

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De acordo com Clemens, o Instituo Butantã e a FioCruz possuem capacidade para produzir vacinas para a América Latina. A pesquisadora acredita que uma vacina produzida no país garante fácil acesso.

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Em abril, o Brasil não foi convidado para integrar a “Colaboração Global para Acelerar o Desenvolvimento, Produção e Acesso Equitativo a diagnósticos, tratamento e vacina contra o covid-19”, da Organização Mundial de Saúde (OMS). E com isso, o Brasil foi para o fim da lista de receptores.

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A pesquisadora revela que questionou o coordenador de desenvolvimento da vacina de Oxford, Andrew Pollard, se o Brasil seria prioritário na compra de vacina. “Ele respondeu que isso estava em discussão, mas que a capacidade de produção deles era limitada. Depois disso, no entanto, eles firmaram o acordo com a AstraZeneca, ampliando a capacidade de produção. Sei que o Brasil já tem em mãos uma ordem de compra e que foi um dos primeiros países abordados para a possibilidade de produção local”.

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Atualmente, mais de 100 pesquisas para vacina estão sendo realizadas, mas o desenvolvimento de Oxford é o mais avançado.