A Câmara dos Vereadores de Morro Agudo, no interior paulista, aprovou na segunda- feira o afastamento do prefeito Gilberto Barbeti (PDT), acusado de agir em desvio de R$ 1 milhão destinado a obra para tratamento de esgoto. A votação foi realizada duas semanas após Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinar o retorno
de Barbeti ao cargo.
Barbeti foi alvo da Operação Eminência Parda, deflagrada no ano passado, que investiga esquema de fraudes em licitações envolvendo secretários, vereadores, funcionários públicos e um ex-servidor de Morro Agudo, e ficou afastado oito meses do cargo de prefeito.
A votação de segunda-feira foi realizada com base em requerimento do vereador Wellington Floriano Rosa (PSDB) pela abertura de uma Comissão Processante (CP) contra o prefeito. Após os vereadores decidirem, por sete votos a um, Barbeti deve ficar afastado por 180 dias, que é o tempo para conclusão da CP.
Em agosto de 2018, outro pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) chegou a ser protocolado por um grupo de advogados, mas não foi aceita pelo Legislativo.
Gilberto Barbeti havia dito, em entrevista à “EPTV”, que caso seu afastamento fosse aprovado tomaria providências judiciais cabíveis.
(GSP)
