A ciclogênese explosiva, popularmente conhecida como “ciclone bomba”, ocorre quando há um declínio extremamente rápido da pressão atmosférica no centro de um sistema ciclônico (pelo menos 24 milibares em até 24 horas).
Essa denominação existe devido à velocidade e à intensidade com que o sistema de baixa pressão se desenvolve, lembrando o impacto e a rapidez de uma “explosão” meteorológica.
Na última terça-feira (4), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) notificou a possível passagem deste ciclone extratropical intenso entre a Argentina, o Uruguai, o Sul do Brasil e o Oceano Atlântico nos próximos dias.
Esse processo meteorológico severo gera ventos de grande intensidade (que podem ultrapassar 80 a 100 km/h), além de ressacas marítimas e tempestades volumosas.
Como deve afetar o Brasil?
O Sul do Brasil enfrentará o período mais crítico entre os dias 6 e 8 de agosto, quando a formação da tempestade traz risco elevado de chuvas intensas, tempestades elétricas, vendavais e queda de granizo.
A faixa litoral exige atenção redobrada. À medida que o sistema migra para o Oceano Atlântico, uma massa de ar frio ganha força e avança pelo centro-sul, derrubando as temperaturas não apenas no Sul, mas também em áreas do Centro-Oeste e do Sudeste.
Como se proteger? O que fazer antes da tempestade
A preparação antes da chegada do ciclone é fundamental para evitar acidentes graves em casa. O primeiro passo é fazer uma varredura no quintal e na varanda, recolhendo ou fixando bem objetos soltos como vasos, lixeiras, ferramentas e móveis.
Com a força dos ventos, esses itens podem se transformar em projéteis perigosos. Aproveite também para desobstruir calhas e ralos para afastar o risco de alagamentos, além de podar galhos secos próximos a telhados ou à rede elétrica.
Para não ser pego de surpresa pela falta de energia ou isolamento, monte antecipadamente um kit de emergência simples:
- Lanternas com pilhas reserva e carregadores portáteis (powerbanks) cheios.
- Estoque de água potável e alimentos prontos para consumo.
- Documentos e remédios de uso contínuo embalados em sacos impermeáveis.
Outra medida preventiva essencial é cadastrar seu CEP enviando um SMS gratuito para o número 40199 para receber os alertas em tempo real da Defesa Civil Nacional.
Durante o pico da tempestade, se abrigue em um local seguro. Dentro de casa, mantenha distância de janelas e vidraças para se proteger de cacos caso o vento arremesse algo contra a estrutura.
Desconecte os aparelhos eletroeletrônicos das tomadas para evitar queimaduras por surtos na rede elétrica e jamais suba no telhado para tentar cobrir goteiras enquanto a ventania estiver acontecendo.
O que fazer estando fora de casa?
Se a tempestade o surpreender na rua ou no trânsito, fuja do abrigo sob árvores, coberturas frágeis, outdoors e fiações, pois o risco de queda de galhos e colapso de estruturas é altíssimo.
Ao dirigir, encoste em um local protegido longe de postes e nunca tente atravessar vias alagadas, já que a força da água pode arrastar o veículo ou esconder buracos abertos.
Já nas regiões litorâneas, a recomendação é passar longe de praias e orlas devido ao perigo de ressacas violentas, devendo-se suspender qualquer atividade náutica.
O que fazer após o ciclone?
Após a passagem do ciclone, a atenção deve continuar em nível máximo. Tome extremo cuidado ao andar na rua e considere qualquer fio ou cabo caído no chão como energizado.
Antes de religar a chave geral da residência, inspecione as paredes e o teto em busca de rachaduras ou riscos de desabamento. Caso precise de socorro imediato, acione a Defesa Civil (199), o Corpo de Bombeiros (193) ou a Polícia Militar (190).






