Ciclone bomba: entenda o fenômeno severo que causa ventos destrutivos e queda brusca na pressão

Ciclone bomba pode atingir o Sul do Brasil entre 6 e 8 de agosto de 2026, provocando temporais, granizo e ventos fortes

Essa rápida intensificação gera ventos muito fortes, capazes de derrubar árvores, torres de transmissão e comprometer estruturas altas - (Ralph W. lambrecht/Pexels) Cacique Cobra Coral

Foto: Reprodução/Pexels/RalphW.lambrecht

Nesta terça-feira (4/8), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) publicou avisos meteorológicos sobre a possível formação de um ciclone bomba entre a região Sul do Brasil, a Argentina e o Uruguai.

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A expressão é usada na meteorologia para descrever um processo conhecido como ciclogênese explosiva, quando a pressão atmosférica diminui rapidamente e aumenta a probabilidade de eventos climáticos severos.

O ciclone bomba pode causar rajadas de vento intensas, chuva volumosa e forte agitação marítima para áreas litorâneas e continentais.

Como um ciclone bomba se forma?

Um ciclone extratropical passa a ser classificado dessa forma quando a pressão central do sistema cai pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas. Segundo o Inmet, nesse ciclone, deve acontecer uma redução próxima de 26 hPa em 24 horas. Já os ciclones comuns podem levar dias para se estruturar.

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A rápida queda de pressão funciona como uma “sucção” na atmosfera, acelerando drasticamente a velocidade dos ventos ao redor do centro do sistema. O contraste entre massas de ar quente e frio serve como o combustível ideal para turbinar a tempestade no oceano.

O que pode acontecer com a passagem de um ciclone bomba?

Os efeitos mais imediatos incluem destelhamentos, queda de árvores e interrupção na rede elétrica devido às rajadas repentinas. Além disso, a navegação e a pesca sofrem paralisia diante do risco de ressaca e mar agitado.

Segundo o órgão, os principais impactos no Brasil estão previstos entre os dias 6 e 8 de agosto, principalmente no Sul. A formação do ciclone também pode favorecer o avanço de uma frente fria.

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Dentre os principais efeitos previstos, estão:

  • Chuva e temporais, com possibilidade de descargas elétricas;
  • Queda de granizo em áreas de maior instabilidade;
  • Rajadas de vento que podem superar 100 km/h sobre o Oceano Atlântico, próximo ao centro do ciclone;
  • Ventos acima de 60 km/h na faixa litorânea do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina;
  • Queda expressiva de temperatura após a passagem da frente fria.

Como se proteger

Diante da aproximação do sistema, a orientação dos órgãos de defesa civil é recolher objetos soltos nos quintais e evitar áreas de risco perto do mar.

Também é importante acompanhar as atualizações dos avisos meteorológicos e da previsão do tempo, pois a intensidade e a trajetória do sistema poderão sofrer ajustes.

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O Inmet ainda avalia a evolução do quadro e ressalta que a confirmação do fenômeno depende do comportamento real da pressão atmosférica nos próximos dias.