Nesta terça-feira (4/8), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) publicou avisos meteorológicos sobre a possível formação de um ciclone bomba entre a região Sul do Brasil, a Argentina e o Uruguai.
A expressão é usada na meteorologia para descrever um processo conhecido como ciclogênese explosiva, quando a pressão atmosférica diminui rapidamente e aumenta a probabilidade de eventos climáticos severos.
O ciclone bomba pode causar rajadas de vento intensas, chuva volumosa e forte agitação marítima para áreas litorâneas e continentais.
Como um ciclone bomba se forma?
Um ciclone extratropical passa a ser classificado dessa forma quando a pressão central do sistema cai pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas. Segundo o Inmet, nesse ciclone, deve acontecer uma redução próxima de 26 hPa em 24 horas. Já os ciclones comuns podem levar dias para se estruturar.
A rápida queda de pressão funciona como uma “sucção” na atmosfera, acelerando drasticamente a velocidade dos ventos ao redor do centro do sistema. O contraste entre massas de ar quente e frio serve como o combustível ideal para turbinar a tempestade no oceano.
O que pode acontecer com a passagem de um ciclone bomba?
Os efeitos mais imediatos incluem destelhamentos, queda de árvores e interrupção na rede elétrica devido às rajadas repentinas. Além disso, a navegação e a pesca sofrem paralisia diante do risco de ressaca e mar agitado.
Segundo o órgão, os principais impactos no Brasil estão previstos entre os dias 6 e 8 de agosto, principalmente no Sul. A formação do ciclone também pode favorecer o avanço de uma frente fria.
Dentre os principais efeitos previstos, estão:
- Chuva e temporais, com possibilidade de descargas elétricas;
- Queda de granizo em áreas de maior instabilidade;
- Rajadas de vento que podem superar 100 km/h sobre o Oceano Atlântico, próximo ao centro do ciclone;
- Ventos acima de 60 km/h na faixa litorânea do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina;
- Queda expressiva de temperatura após a passagem da frente fria.
Como se proteger
Diante da aproximação do sistema, a orientação dos órgãos de defesa civil é recolher objetos soltos nos quintais e evitar áreas de risco perto do mar.
Também é importante acompanhar as atualizações dos avisos meteorológicos e da previsão do tempo, pois a intensidade e a trajetória do sistema poderão sofrer ajustes.
O Inmet ainda avalia a evolução do quadro e ressalta que a confirmação do fenômeno depende do comportamento real da pressão atmosférica nos próximos dias.






