Conheça as 8 pandemias mais mortais de todos os tempos

A pandemia atual da Covid-19 não está entre as primeiras grandes mazelas da humanidade; doenças em tempos de saneamento precário chegaram a causar 1 bilhão de mortes

O final da primeira guerra mundial gerou grandes pandemias

O final da primeira guerra mundial gerou grandes pandemias | Divulgação

Estamos vivendo os tempos mais brandos de uma pandemia que matou mais de 5 milhões de pessoas em todo o mundo. Olhando os números da Covid-19 qualquer um se assusta, mas o vírus atual está longe de ser o mais letal da história da humanidade. O mundo já viveu grandes pandemias, chegando a vitimar 1 bilhão de pessoas.

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Confira abaixo as 8 pandemias mais mortais de todos os tempos e entenda como cada uma delas marcaram a história do mundo em que vivemos. Seguindo a ordem, vamos começar pelas que tiveram menos vítimas até a mais letal delas.

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Cólera

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O maior surto de cólera, uma doença infecciosa bacteriana (vibrião colérico), ocorreu no século XIX, entre 1817 e 1824. Na época, cerca de 30 mil pessoas foram vitimadas pela enfermidade.

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A falta de saneamento básico é o maior propagador da doença, que é gerada pela água e alimentos contaminados pela bactéria. A diarreia – principal sintoma da doença – leva a pessoa a uma grande desidratação.

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A cólera ainda atinge muitas pessoas pelo mundo, principalmente em países subdesenvolvidos com saneamento precário.

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Tifo

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A pandemia de Tifo durou cerca de 5 anos, logo após a Primeira Guerra Mundial (entre 1918 e 1922). Cerca de 3 milhões de indivíduos foram atingidos pela bactéria chamada Rickettsia Prowazekii, com sintomas parecidos com o da gripe, mas com a presença de erupções cutâneas.

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A transmissão acontece por piolhos contaminados encontrados em ratos. Por isso, a doença está muito relacionada a peste negra, que também se espalhou por conta dos piolhos que picavam ratos e se infectavam. Assim, fica claro que a doença se espalhou em tempos de saneamento precário.

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Covid-19

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O vírus SARS-COV-2 matou mais de 5 milhões de pessoas de março de 2020 até os dias atuais. A doença foi identificada no final de 2019 na China, mais precisamente na cidade de Wuhan, e avançou rapidamente para outros países. A sigla SARS significa Síndrome Respiratória Aguda Grave.

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As cepas mais graves da doença ataca diretamente os pulmões, levando os doentes a um quadro de insuficiência respiratória aguda, podendo levar a morte. No início, ela tem sintomas de uma gripe normal, mas com o passar dos dias pode sofrer uma evolução para sintomas graves, principalmente em pessoas com mais de 60 anos.

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AIDS

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20 milhões de pessoas no mundo. Este é o número de pessoas mortas em decorrência da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). O surto da doença aconteceu nos anos 80. A doença acomete o sistema imunológico.

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A cura para o vírus HIV não foi descoberta, mas atualmente os pacientes conseguem controlar a doença com medicamentos e o fortalecimento da imunidade.

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A transmissão ocorre nas relações sexuais e pelo sangue, sobretudo, pelo uso de drogas injetáveis. Grávidas com o vírus também podem transmitir para os filhos através da gestação.

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Peste Negra

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Parte do século XIV e a Idade Média foi marcada pela peste negra, também conhecida como peste bubônica. A doença assolou a população europeia e asiática, causando aproximadamente 25 milhões de morte. Surgiu na Mongólia e foi espalhada pelos barcos comerciais que transitavam entre os dois continentes.

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A enfermidade é causada pela bactéria Yersinia Pestis, que primeiramente atingiu os ratos e depois foi transmitida para os humanos por pulgas infectadas. Os sintomas eram parecidos com uma gripe forte, porém com o inchaço dos gânglios e presença de bolhas de pus e sangue pelo corpo.

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O maior problema que fez essa doença atingir grandes proporções, estava nas condições de saneamento e higiene no momento. Estima-se que na Europa, da população morreu, ou seja, cerca de 25 milhões de pessoas entre os anos de 1347 e 1353.

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Gripe Espanhola

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O final da primeira guerra mundial foi marcado pelo início da gripe espanhola. A pandemia durou até 1920 e vitimou entre 20 e 40 milhões de pessoas. A doença recebeu este nome pois a Espanha foi o primeiro país a comunicar a doença nos jornais.

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Influenza é o nome atribuído ao vírus dessa doença que infectou cerca de 500 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, o presidente do país na altura, Rodrigues Alves, chegou a falecer. Note que, uma variação desse mesmo vírus, conhecido como H1N1, voltou a atingir a população em 2009.

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Varíola

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O vírus Orthopoxvirus Variolae causou o primeiro grande surto em 430 a.C., vitimando aproximadamente 300 milhões de pessoas aproximadamente. Os sintomas também parecem os de uma gripe normal, com febre e dores no corpo, acrescidos de vômitos e úlceras cutâneas.

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Vários surtos de varíola aconteceram na história da humanidade, sendo que o primeiro deles ocorreu em 430 a.C. na Grécia. Estima-se que naquele momento da população grega morreu. Mais tarde, foi a vez dos romanos e com as grandes navegações no século XV, a doença chegou na América. Foi somente no século XVIII que a doença começa a ser controlada com a criação da vacina contra a varíola por Edward Jenner. No século XX, mais precisamente na década de 80, quando ela matou mais de 300 milhões de pessoas, essa doença foi considerada erradicada do planeta.

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Tuberculose

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De 1850 a 1950, a bactéria Bacilo de Koch causou a morte de 1 bilhão de pessoas. A tuberculose, que também é chamada de tísica pulmonar, afeta os pulmões causando sintomas graves de insuficiência respiratória. A doença também pode atingir outros órgãos do corpo como os ossos, a pele e os gânglios linfáticos.

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Quando acometidas pela doença, as pessoas começam a ter crises de tosse aguda com sangue e pus. Até meados do século XX, a tuberculose atingiu pessoas em diversas partes do mundo e estima-se que chegou a matar cerca de 1 bilhão de indivíduos. Embora esteja controlada, ela continua presente em alguns países do mundo, sobretudo, os subdesenvolvidos.