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O desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco, 63, foi eleito nesta quarta-feira presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo | /Reprodução
O desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco, 63, foi eleito nesta quarta-feira presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo pelos próximos dois anos.
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Pinheiro Franco, que iniciou na magistratura paulista em 1981 e foi promovido a desembargador em 2005, é o atual corregedor-geral da corte. No cargo, tem sido visto pelos pares como rigoroso, às vezes até excessivamente.
Como plataforma de campanha, prometeu focar os investimentos da corte em tecnologia da informação e deixar de lado a possibilidade de grandes obras.
Ele concorria com o vice-presidente da corte, Artur Marques, e com o desembargador Carlos Henrique Abrão. O novo presidente substitui Manoel Pereira Calças, que comandou o TJ-SP entre 2018 e 2019.
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Na eleição desta quarta, ele obteve 218 votos, contra 131 de Marques e quatro de Abrão. No tribunal, o maior do Brasil, votaram 359 desembargadores - são 360 no total, mas um cargo está vago.
O presidente do TJ-SP ficará à frente de um orçamento que tem sido próximo de R$ 12 bilhões ao ano.
Ele enfrentará pressão para cortar gastos e definir o futuro da plataforma de sistema digital da corte -neste ano, o Conselho Nacional de Justiça suspendeu um contrato de R$ 1,3 bilhão com a Microsoft, e o atual presidente pretendia recorrer da decisão ao Supremo Tribunal Federal. Pinheiro Franco diz que "o nosso sistema eletrônico, implantado de há muito, tem se mostrado o melhor do país e nos parece adequado". "Isso não significa que não haja necessidade de aperfeiçoamento", acrescentou, em email à reportagem na segunda (2).
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Assume com a promessa de fazer "investimentos na tecnologia da informação, robótica e inteligência artificial" no tribunal, "inclusive para permitir que o servidor tenha mais tempo para acompanhar o processo e para que o magistrado possa ter mais tempo para decidir questões complexas".
(FP)
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