Mais do que reunir atletas e marcas do setor fitness, o Arnold Sports Festival South America 2026 também reforça o crescimento do fisiculturismo no Brasil e a consolidação do esporte como ferramenta de transformação social.
O evento, realizado no Expo Center Norte, em São Paulo, reúne grandes nomes da musculação, influenciadores e profissionais do segmento.
Durante entrevista à mídia oficial do evento, o Grupo GMG, os fisiculturistas Felipe Franco e Eduardo Correa falaram sobre a trajetória no esporte, a responsabilidade de influenciar jovens e o avanço do mercado fitness no País.
Segundo os atletas, a evolução do Arnold acompanha a própria história do fisiculturismo brasileiro, que passou de um nicho pouco conhecido para um dos principais mercados do mundo.
De quando “tudo ainda era mato”
Felipe Franco relembrou o início da trajetória no esporte e afirmou que acompanhou o crescimento do setor desde os primeiros anos, quando o fisiculturismo ainda tinha pouca visibilidade no país.
“A gente esteve aqui quando tudo ainda era mato”, afirmou.
Segundo ele, o aumento no número de praticantes de musculação e a expansão das academias mostram um crescimento exponencial do mercado. Para o atleta, participar de grandes eventos como o Arnold representa também a continuidade do trabalho de influência e incentivo ao esporte.
Eduardo Correa destacou que participa do festival há mais de uma década e afirmou que a história da feira se mistura com sua própria trajetória pessoal e profissional.
“A história do Arnold Sports Festival se confunde muito com a nossa vida”, disse.
Influência e responsabilidade com os jovens
Ao comentar o peso da influência sobre o público, Eduardo afirmou que muitos atletas que hoje competem no evento foram inspirados por nomes da geração dele e de Felipe Franco.
Segundo ele, isso exige responsabilidade na formação de opinião entre os mais jovens.
“O fisiculturismo vai muito além da estética. É transformação de vida, terapia e mudança de chave para vários âmbitos da vida”, afirmou.
Felipe Franco também defendeu o esporte como ferramenta de transformação social e combate à vulnerabilidade. Para ele, a musculação ajuda atletas que enfrentaram frustrações em outras modalidades e contribui para o desenvolvimento de disciplina e equilíbrio mental.
Do futebol para a musculação
Antes de se consolidarem no fisiculturismo, os dois atletas tiveram ligação direta com o futebol. Eduardo Correa contou que jogava e chegou a considerar seguir carreira profissional antes de migrar para a musculação.
Segundo ele, a entrada na academia aconteceu inicialmente pela busca por melhor condicionamento físico, mas a facilidade de desenvolvimento muscular e a identificação com o esporte mudaram seu caminho.
“Eu jogava futebol e entrei na academia para buscar condicionamento físico. Percebi que tinha aptidão porque me destacava muito”, relatou.
Felipe Franco também veio do futebol e chegou a atuar de forma federada pela Associação Portuguesa de Desportos. Para ele, o fisiculturismo surgiu como uma alternativa mais direta de crescimento pessoal e profissional.
“No futebol, muitas vezes você dependia de alguém para te dar uma chance. No fisiculturismo, dependia muito mais de você”, explicou.
Segundo ambos, a disciplina exigida na musculação acabou se tornando uma base para outras áreas da vida, indo além da preparação física e da competição.
Legado dentro e fora do palco
Além da carreira como atleta, Eduardo Correa destacou a criação do Correa Classic, campeonato regional classificatório para o Arnold Classic e para o Mr. Olympia. Segundo ele, o evento chega à quinta edição e já reúne centenas de competidores.
Felipe Franco também falou sobre a atuação fora dos palcos e afirmou que o esporte ajudou a construir sua formação pessoal e profissional. Formado em Educação Física e atualmente deputado estadual, ele disse que utiliza a atuação política para ampliar o apoio aos atletas.
Segundo ele, a destinação de recursos para educação esportiva e estrutura de base é fundamental para a permanência de novos competidores no esporte.
Crescimento do mercado fitness
Ao avaliar a importância do Arnold para o setor no Brasil, os dois atletas afirmaram que o crescimento do evento acompanha a maior conscientização do público sobre saúde, suplementação e atividade física.
Felipe destacou o aumento no número de expositores e a presença de autoridades políticas no evento como reflexo da força econômica do segmento.
Já Eduardo afirmou que o mercado fitness brasileiro já figura entre os maiores do mundo e que o crescimento da feira representa a consolidação dessa mudança de comportamento no país.




