Eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tendem a dar menos importância à aprovação do fim da jornada 6×1 no Brasil do que quem votou no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno de 2022. O resultado é da pesquisa da Nexus-Pesquisa e Inteligência de Dados, divulgada nesta quinta-feira (26/2).
Segundo o levantamento, 53% dos eleitores de Bolsonaro apoiam o projeto, enquanto 71% dos que escolheram Lula são favoráveis à ideia.
Já entre os que votaram no petista, 51% dizem que as chances de escolher um candidato à Câmara ou ao Senado diminuiriam se ele fosse contra a PEC, com 37% afirmando que diminuiriam muito. Apenas 20% afirmaram que aumentariam muito (11%) ou pouco (9%) as chances de voto.
Já entre os que votaram em Bolsonaro, 39% dizem que as chances diminuiriam muito (29%) ou pouco (10%) se o candidato votasse contra o projeto, enquanto 32% consideram que continuariam as mesmas. Somam ainda 23% os que aumentariam as chances de votar nesses parlamentares – 14% aumentariam muito, e 9%, um pouco.
Entre os entrevistados que não votaram nem em Lula nem em Bolsonaro, 16% dizem que as chances aumentariam se o candidato fosse contra o fim da escala 6×1. É um percentual menor do que o percebido tanto entre os eleitores de Lula, quanto os de Bolsonaro.
Para 40% dos que não escolheram nenhum dos dois em 2022, as chances diminuiriam, enquanto para 31%, continuariam as mesmas. Outros 13% não responderam.
Na população geral, 44% disseram que a chance de votar em um deputado ou senador em outubro diminui se ele for contra a proposta que garante duas folgas semanais aos trabalhadores. Sendo que para 32% as chances de voto ficariam muito menores e para 12%, um pouco. Já para 19% as chances de voto aumentariam muito (11%) ou um pouco (8%) com o posicionamento contrário ao fim da 6×1.
Para 28%, o voto sobre o assunto não faria diferença. Outros 9% não souberam responder.
Otimismo
Os eleitores de Lula também estão mais otimistas quanto à aprovação da proposta que tramita no Congresso. Entre os que votaram no petista nas eleições passadas, 57% acreditam que a matéria será aprovada e 29% acreditam que não. Os outros 14% não souberam responder.
Já entre os que votaram em Bolsonaro, 46% acreditam que será aprovada e 45% não acreditam na aprovação. Por sua vez, 9% não souberam responder. No grupo que não votou em nenhum dos dois candidatos em 2022, a maioria acredita na aprovação: 53%, contra 33% que creem que o texto não será aprovado. Desse recorte, 14% não souberam responder.
A Nexus entrevistou 2.021 eleitores com idade a partir de 16 anos, em 26 estados e no Distrito Federal, entre os dias 30 de janeiro e 5 de fevereiro. A margem de erro no total da amostra é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
Entenda
A proposta de fim da escala 6×1 de trabalho deve ser pautada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em breve. A estratégia busca acelerar a tramitação antes do pleito eleitoral, contando com a articulação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
