Enel apresenta defesa final à Aneel; entenda o que pode acontecer se a concessionária perder a distribuição de energia em SP

Concessionária apresentou a última defesa à Aneel no processo que pode resultar na perda da distribuição de energia na capital paulista e em outras 23 cidades da Grande SP

Enel espera restabelecer a nergia de forma integral até o dia 31/Divulgação/Governo de SP

Enel espera restabelecer a nergia de forma integral até o dia 31/Divulgação/Governo de SP

O processo que pode tirar a Enel da distribuição de energia na capital paulista e em outras 23 cidades da Grande São Paulo avançou mais uma etapa nesta quinta-feira (23/7).

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A concessionária apresentou sua defesa final à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que agora prepara o julgamento do caso.

A manifestação representa a última etapa da defesa da empresa antes da análise do diretor-relator Fernando Mosna, responsável por elaborar o voto que será levado à diretoria colegiada da agência reguladora.

Caso a Aneel mantenha o entendimento de que a distribuidora descumpriu obrigações previstas no contrato, poderá recomendar ao Ministério de Minas e Energia a extinção da concessão. A decisão final, porém, será do governo federal.

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O que a Enel argumenta

Na defesa apresentada, a Enel afirma que a Aneel utilizou critérios que, segundo a empresa, nunca foram formalmente pactuados para avaliar o cumprimento do plano de recuperação adotado após os grandes apagões registrados em São Paulo.

Outro ponto contestado diz respeito à metodologia usada para medir o restabelecimento do fornecimento de energia depois do temporal de dezembro de 2025.

A distribuidora sustenta que o índice considerado pela agência foi de 67%, enquanto, utilizando um método diferente, o percentual chegaria a 80,2%. Para a empresa, essa divergência compromete a fundamentação do processo.

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Por que a Aneel abriu o processo

A abertura do processo administrativo não se baseia apenas nos apagões registrados nos últimos anos.

Segundo pareceres técnicos da própria Aneel e da Procuradoria Federal junto à agência, a fiscalização identificou um conjunto de problemas considerados graves na prestação do serviço.

Entre eles estão o elevado tempo de atendimento às ocorrências emergenciais, interrupções prolongadas no fornecimento de energia, falhas no planejamento para enfrentar eventos climáticos extremos e baixa eficiência das equipes responsáveis pela recomposição da rede.

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Na avaliação da Procuradoria, mesmo que a discussão sobre a metodologia apresentada pela Enel fosse aceita, as demais irregularidades apontadas durante a fiscalização continuariam suficientes para justificar a continuidade do processo.

O que acontece agora

Com a apresentação das alegações finais, o processo retorna ao gabinete do diretor-relator Fernando Mosna.

Após a elaboração do voto, o caso será analisado pela diretoria da Aneel, que decidirá se recomenda ou não a caducidade da concessão.

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Se a recomendação for aprovada, caberá ao Ministério de Minas e Energia e ao governo federal decidir se a Enel perderá definitivamente o contrato de distribuição de energia na capital paulista e em outros 23 municípios da Grande São Paulo.