Fortuna desviada por Maluf continua sem restituição após 32 anos de condenação

Um dos imóveis do ex-governador e ex-prefeito de São Paulo é uma mansão no Guarujá, no litoral de São Paulo, avaliada em R$ 2,7 milhões

Processo contra Maluf começou há 32 anos, em 1993

Processo contra Maluf começou há 32 anos, em 1993 | Agência Brasil

Paulo Maluf, ex-governador e ex-prefeito de São Paulo, foi condenado a devolver R$ 417 milhões aos cofres públicos. O processo começou há 32 anos, em 1993, e até hoje os valores não foram pagos.

Um dos imóveis é uma mansão no Guarujá, no litoral paulista, avaliada em R$ 2,7 milhões. Maluf também possui imóveis na rua Augusta, no Centro Histórico de São Paulo, em Itaquera e outras localidades.

Em 2007, a condenação foi definitiva, mas a defesa do político afirmou que recorreria da decisão.

Em março de 2024, a Justiça da Suíça determinou a repatriação ao Brasil de R$ 80 milhões que estavam bloqueados nas contas de Maluf no país europeu.

Em abril de 2023, a Eucatex, empresa da família de Maluf, e o Banco BTG Pactual começaram a pagar o previsto no acordo firmado entre o Ministério Público e a Procuradoria-Geral da cidade de São Paulo para devolver R$ 220 milhões aos cofres municipais. Até o momento, foram pagos R$ 152,8 milhões.

A devolução do dinheiro se dá por conta de uma ação civil pública contra o ex-prefeito por valores desviados em obras da avenida Jornalista Roberto Marinho e do Túnel Ayrton Senna, entre 1993 e 1998.