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Cotidiano

Geovana Borges, vice-presidente da Cufa, é a nova colunista da Gazeta

Entre temas estarão empreendedorismo periférico, negócios e oportunidades e discussão de temas raciais

Bruno Hoffmann

29/08/2025 às 17:00  atualizado em 29/08/2025 às 17:24

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Geovana Borges é vice-presidente de Relações Corporativas, Institucional e Governamental da Central Única das Favelas (Cufa)

Geovana Borges é vice-presidente de Relações Corporativas, Institucional e Governamental da Central Única das Favelas (Cufa) | Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

Geovana Borges, vice-presidente de Relações Corporativas, Institucional e Governamental da Central Única das Favelas (Cufa), é a nova colunista da Gazeta. A novidade foi revelada em uma entrevista na redação da Gazeta nesta semana.

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Entre os temas a serem tratados nas colunas semanais estão empreendedorismo periférico, negócios e oportunidades e discussão de temas raciais sob a perspectiva de uma mulher negra. Para ela, é fundamental aprofundar o letramento racial no País.

 

“Antigamente, ninguém queria se dizer favelado, ninguém queria falar de racismo. Lutamos, aliás, para a palavra 'favela' entrar no IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]. Hoje, todo mundo quer falar do assunto. Todos os favelados se reconhecem como favelados. Está havendo no Brasil um aumento do letramento racial”, afirmou.

“Existe, sim, um racismo cultural. E o que temos que fazer? Nos educar, ser pedagógicos, para dizer às pessoas que isso está errado”.

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Ela também defendeu a política de cotas raciais em universidades públicas, cuja legalidade foi consagrada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na década passada.

A coluna de Geovana Borges será semanal/Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
A coluna de Geovana Borges será semanal/Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
'A favela consome, paga seus impostos. O que difere a favela do asfalto são as oportunidades'/Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
'A favela consome, paga seus impostos. O que difere a favela do asfalto são as oportunidades'/Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
Atualmente, o Brasil possui cerca de 12,3 mil favelas mapeadas/Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
Atualmente, o Brasil possui cerca de 12,3 mil favelas mapeadas/Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
'A Taça das Favelas na verdade não é sobre futebol, é sobre oportunidades em várias escalas'/Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
'A Taça das Favelas na verdade não é sobre futebol, é sobre oportunidades em várias escalas'/Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
Entre os temas a serem tratados nas colunas semanais estão empreendedorismo periférico, negócios e oportunidades e discussão de temas raciais/Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
Entre os temas a serem tratados nas colunas semanais estão empreendedorismo periférico, negócios e oportunidades e discussão de temas raciais/Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

“As cotas são necessárias porque não estamos num espaço igualitário. O meu sonho ideal é um espaço igualitário, porém não; essa não é a realidade de hoje. Então, as cotas são necessárias para equilibrar, como algo temporário”, defendeu.

Entrada na Cufa

Nascida e criada entre a Vila Formosa e o Jardim Anália Franco, na zona leste de São Paulo, Geovana teve uma vida humilde até a vida adulta. Mesmo sem recursos, e em uma fase financeiramente difícil, resolveu atuar como voluntária da Cufa, fundada pelo ativista social Celso Athayde. Nunca mais deixaria a missão.

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Já dentro da entidade resolveu iniciar os estudos universitários. Hoje, ela é formada em marketing com especialização em Direitos Humanos e está prestes a iniciar outra especialização em Políticas Públicas.

“Primeiro, aprendi na prática, aprendi ouvindo o Celso Athayde [fundador da Cufa]. Depois me aprofundei nos estudos. Os estudos foram fundamentais para o meu desenvolvimento”, contou.

Ela destacou o papel da Cufa de conseguir negociar com entes públicos, seja com gestores da direita, seja da esquerda, e de ter penetração em todos os estados brasileiros e em 70 países pelo mundo.

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Poder das favelas

Na entrevista, Geovana destacou o poder humano e econômico das favelas brasileiras, e citou uma pesquisa publicada em julho que revelou que moradores de favelas e periferias movimentam uma massa de renda maior do que a de 22 estados brasileiros.

O levantamento foi feito pelo Instituto Data Favela e ouviu 16,5 mil moradores em todo o País.

Atualmente, segundo o estudo, o Brasil possui cerca de 12,3 mil favelas mapeadas, o equivalente a 6,6 milhões de domicílios, dado que representa 8% dos lares brasileiros.

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Mais de 17 milhões de brasileiros moram em favelas e periferias, o equivalente à população do estado do Rio de Janeiro, ficando atrás apenas dos estados de São Paulo (45,9 milhões) e Minas Gerais (21,3 milhões).

“A favela consome, paga seus impostos. O que difere a favela do asfalto são as oportunidades”, destacou.

Segundo ela, uma das premissas da Cufa é que os projetos que envolvam as favelas tenham profissionais da favela, para gerar economia dentro da favela.

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Taça das Favelas

A vice-presidente da Cufa também é a diretora-geral da Taça das Favelas, um evento em que o futebol é a atração para uma série de atividades ligadas a moradores de favelas.

A Taça das Favelas é o maior campeonato de futebol entre favelas do mundo. O torneio realizado pela Cufa e produzido pela InFavela, empresa da Favela Holding, foi disputado pela primeira vez em 2012, no Rio de Janeiro. São Paulo teve a sua primeira edição em 2019.

Geovana começou na taça literalmente como gandula, até chegar ao cargo máximo.

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“A Taça das Favelas é resumo do que estamos conversando aqui, é uma questão de pertencimento, de como abrir portas. O futebol é apenas o pano de fundo. O evento, na verdade, não é sobre futebol, é sobre oportunidades em várias escalas”.

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