Governo de SP anuncia volta do ProAC ICMS e R$ 273 milhões para a cultura

Investimento é o maior destinado à área na história de São Paulo, segundo a secretaria de Cultura e Economia Criativa

A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo sediará o evento

A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo sediará o evento | thiago neme/gazeta de são paulo

O governo do Estado de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (13) seus programas de fomento à cultura para este ano. O investimento total é de R$ 273,2 milhões, no que é o maior valor destinado à área na história de São Paulo, segundo a secretaria de Cultura e Economia Criativa.

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Para comparação, em 2018 o investimento na cultura foi de R$ 130 milhões e, no ano passado, de R$ 204 milhões.

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O grande destaque em 2022 é a volta do ProAC vinculado ao ICMS, ou seja, à renúncia fiscal das empresas. O programa, conhecido e esperado por produtores culturais do estado, havia sido extinto de surpresa no ano passado, gerando reação negativa da classe.

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Em seu lugar foi instituído um programa de fomento direto, com recursos do Estado, no mesmo valor dos R$ 100 milhões destinados ao ProAC ICMS. Em 2022, o mecanismo de fomento retorna também com verba de R$ 100 milhões.

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A decisão pela volta do programa foi tomada em fevereiro do ano passado pelo então governador João Doria, diz o secretário de Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão, lembrando que a suspensão do ProAC ICMS havia sido anunciada um mês antes por questões orçamentárias do estado e que a cultura não foi a única área afetada.

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A verba estatal para a cultura em 2022 se divide também entre o ProaAC Editais – R$ 100 milhões –, o Juntos Pela Cultura – R$ 44 milhões –, voltado exclusivamente ao interior do Estado, e o programa Difusão Cultural –R$ 25,1 milhões. O restante do valor fica com o programa Cultura Viva SP.

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Ao todo, o governo espera apoiar mais de 11 mil projetos com 67 editais, e gerar um impacto econômico de R$ 407,5 milhões, segundo estimativa da Fundação Getúlio Vargas. A expectativa é gerar 140 mil postos de trabalho.

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Sá Leitão diz ainda que 50% dos recursos de cada edital devem ser destinados a projetos realizados fora da capital, num esforço de descentralização da cultura.