Greve confirmada: ônibus não rodam em São Paulo nesta quarta-feira

Sindicato manteve decisão tomada na última sexta-feira (28/6) e serviço será paralisado a partir da meia-noite da madrugada desta terça para quarta-feira

Greve confirmada: ônibus não rodam em São Paulo nesta quarta-feira

Greve confirmada: ônibus não rodam em São Paulo nesta quarta-feira | Thiago Neme/Gazeta de São Paulo

A greve de ônibus acontecerá nesta quarta-feira (3/7), em São Paulo. O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SMTTRUSP) não recebeu nenhuma proposta que mudasse a decisão tomada na última sexta-feira (28/6).

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As negociações eram intermediadas pela prefeitura de São Paulo e protagonizadas por dois lados, o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo e o sindicato patronal, entidade que representa parte das empresas de ônibus responsáveis por empregar motoristas, cobradores e prestadores de serviço.

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A Seção de Dissídios Coletivos do TRT da 2ª Região estipulou que o serviço deve ser garantido e com 100% do efetivo nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e no mínimo 50% nos demais períodos. Essa determinação, porém, não foi garantida pelo sindicato em seu anúncio de paralisação.

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Histórico do caso

Confira os acontecimentos a respeito da greve, em ordem cronológica.

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Reivindicações

Antes de qualquer rumor de paralisação e já em estado de greve, o sindicato indicou sete reivindicações às concessionárias que, caso cumpridas, interromperiam qualquer processo de greve.

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  • Reajuste salarial de 3,69% pelo IPCA-IBGE
  • Aumento real de 5%
  • Reposição das perdas salariais na pandemia
  • Convênio médico
  • Redução da jornada de trabalho
  • Fim da 1 hora de refeição não remunerada
  • Propostas específicas para os setores de manutenção

Anúncio da greve

Insatisfeitos com a proposta oferecida pelas concessionárias de São Paulo, o SMTTRUSP anunciou, na última sexta-feira (28/6) em assembleia, o fim do estado de greve e a paralisação geral dos ônibus, organizada para quarta-feira desta semana (3/7).

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“Nós estamos propondo pra 00h de terça-feira (02/07), essa categoria dá um basta, paralisar suas atividades, porque só assim companheiros, nós vamos ser respeitados. Só assim que os patrões vão entender que nós somos categoria importante”, gritou o presidente do sindicato Edivaldo Santiago, de cima de um palanque, sob aplausos de membros da classe.

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“Vamos parar a cidade, vamos parar pra que eles respeitem e que a nossa jornada de trabalho seja reconquistada. ”, continuou Edivaldo durante assembleia.

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À espera de propostas

Entre a última sexta e terça-feira desta semana (2/7), o sindicato esteve aberto ao recebimento de propostas que poderiam mudar os rumos da greve. Entretanto, nada apresentado pelas concessionárias chegou perto do que havia sido pedido pelo sindicato.

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Somente nesta terça (2/7), as empresas contataram o SMTTRUSP duas vezes. Na manhã, o projeto apresentado foi logo descartado, entretanto, à tarde a proposta agradou, inicialmente, os trabalhadores.

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O reajuste salarial requisitado pelos trabalhadores não foi alcançado completamente, entretanto, o valor proposto foi aceito pelo presidente do sindicato. O impasse ficou no Vale Alimentação e jornada de trabalho, que impediram o acordo.

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Com o término da assembleia, foi decretada a realização da greve. A proposta apresentada não condizia com as expectativas do sindicato, portanto, a paralisação foi confirmada.

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Alternativas para se locomover nesta quarta-feira

Apesar da greve dos ônibus, os serviços de Metrô, CPTM e linhas privadas seguem sem paralisação nesta quarta-feira (3/7). Portanto, a operação nas linhas férreas não será afetada com a confirmação da greve dos ônibus, a não ser a quantidade de passageiros, que deve aumentar.

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A CET também confirmou o cancelamento do rodízio de forma excepcional nesta quarta-feira. Veículos com as placas terminando em 5 e 6, que estariam proibidos de rodar no dia, estarão liberados para circulação sem nenhum risco de multas.

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*Texto sob supervisão de Diogo Mesquita